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quinta-feira, 9 de maio de 2019

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Mira Digital

Quando a Tecnologia torna-se aliada da Segurança Pública

Os pesquisadores Miguel Angelo Gaspar Pinto e Fred Tannnenbaum
Um sistema que acoplado a uma arma de fogo permite ao usuário acertar o alvo com maior precisão e sem precisar expor a sua integridade física. Esta é a base do projeto “MiraDigital” desenvolvido pela ThinkTank, uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia brasileira, com apoio da Femptec, Fundação de Empreendimentos, Pesquisa e Desenvolvimento Institucional, Científico e Tecnológico do Rio de Janeiro, especializada há 10 anos na gestão e desenvolvimento de projetos. 
A invenção – patenteada em 2009 no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) acaba de chegar ao final de sua primeira fase, com a impressão do primeiro protótipo em 3D, que foi possível graças ao Auxílio a Projetos de Inovações Tecnológicas (ADT1) da Faperj – Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. A primeira versão do software foi criada graças ao auxílio do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq).
         “A MiraDigital é uma invenção útil tanto para as Forças de Defesa quanto para a Segurança Pública, pois permite que o policial acerte o alvo com precisão, podendo estar inclusive protegido do fogo adversário. Além disso, o usuário pode receber apoio tático e ter a sua ação supervisionada,  já que o sistema é capaz de transmitir os dados em tempo real, além de armazená-los no próprio aparelho e numa Central de Comando, entre muitas outras funções”, afirma Mestre em Engenharia Elétrica  e Doutor em métodos de apoio à decisão, Miguel Angelo Gaspar Pinto, coordenador do projeto Mira Digital e um dos sócios da ThinkTank.
Um dos desafios vencidos nesta primeira etapa da pesquisa foi de transformar a ideia em realidade, adaptando o projeto digital ao primeiro exemplar físico, desenvolvendo o design do protótipo, que foi possível graças a um estudo minucioso realizado pelo designer de produto e tecnologista Fred Tannenbaum, também sócio da ThinkTank.  Coube à Femptec a gestão e administração do projeto, operacionando recursos financeiros, técnicos e humanos.
Para aprimorar o aparato e comprovar a relevância da MiraDigital, os pesquisadores buscaram desde o início o diálogo com as Forças de Defesa nacionais: a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, através do seu Núcleo de Assuntos Estratégicos, o Exército e a Marinha, através de seus Núcleos de Inovação Tecnológica. Em seguida, o projeto foi também apresentado à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, e todos os órgãos confirmaram o interesse no desenvolvimento da nova tecnologia. 
“O objetivo primordial de qualquer força de defesa é de proteger, e esperamos que a MiraDigital contribua com esta ideia, com o tiro sendo sempre o último recurso. O sistema auxilia não só a auto-defesa, mas também à auditoria das operações, já que tudo é registrado pelas câmeras” afirma o pesquisador Miguel Angelo.
Atualmente, os sócios estão em negociações com empresas de grande porte e fundos de investimento para obter os recursos necessários para inserir o produto no mercado.


Como funciona a MiraDigital
Entenda o passo-a-passo da invenção

1 - A MiraDigital é composta por um sistema de duas partes: a primeira que contém um “microcomputador” mas sem tela, com uma câmera, unidos num invólucro com design criado para ser acoplado à arma. A segunda parte é composta por um “smart glass” (óculos inteligente), que retransmite a imagem diretamente para as lentes do óculos, podendo assim ser visualizado pelos olhos do usuário.
2- A primeira parte é adaptada ao “picatinny” da arma, que é o local onde se encontra o trilho, usado frequentemente para outros acessórios como a mira à laser e a lanterna.
3 – A partir do momento em que o aparato é ligado pelo usuário, incializa-se o software MiraDigital, que permite a transmissão da imagem gerada exatamente da direção de onde se aponta a arma.
4 - A imagem captada pela câmera é processada e sofre uma compressão para ser transmitida ao segundo processador, ligado aos óculos em sistema wirelless e em tempo real. O software auxilia na mira do alvo, e mostra também a probabilidade de acerto na “tela” (no caso nas lentes dos óculos).
5 - Há ainda outras funcionalidades que estão sendo adicionadas ao software, como, por exemplo, o cálculo da distância em que o alvo está do usuário, e a divulgação da probabilidade de precisão no tiro. Todas estas informações seriam mostradas nas lentes dos óculos.







sexta-feira, 23 de maio de 2014

Segurança pública é tema de audiência na Câmara


O presidente da Câmara e Vereadores de Niterói, Paulo Bagueira
(foto: divulgação Câmara)
A violência em Niterói vai ser tema de audiência pública no dia 26 de maio, às 18 horas, no plenário da Câmara de Vereadores. Aprovada por unanimidade pelos 21 vereadores, pretende trazer para o debate os principais responsáveis pela área de segurança estadual. Os comandantes da Polícia Militar, os titulares das delegacias de Niterói, membros do Conselho Municipal de Segurança e também autoridades municipais envolvidas com o tema. O encontro é aberto ao público em geral e toda a população está convidada a comparecer.
Para o presidente da Câmara, Paulo Bagueira, o debate sobre segurança é tema frequente no parlamento da cidade. “Já realizamos inúmeros encontros e reuniões com autoridades da área de segurança para cobrar melhoria neste setor, inclusive outras audiências na Câmara com a cúpula estadual e uma reunião com o secretário José Mariano Beltrame. É de praxe, sempre que se muda o comando do batalhão da cidade, convidar o novo comandante para um debate  com os vereadores. O objetivo é conhecer a sua política de segurança, como pretende enfrentar a onda de criminalidade e contribuir, com o nosso conhecimento sobre o dia a dia das comunidades, sugerindo ações de combate à violência”, explica Bagueira.
O presidente da Comissão de Segurança Pública da Casa, Renato Cariello, diz que as autoridades estaduais tentaram negar durante muito tempo a migração de marginais. “Isso não é mais possível. No Morro do Estado, por exemplo, houve um racha. Grupos ligados a dois traficantes tentam controlar a venda de drogas. O clima de insegurança é muito grande na cidade e a Câmara quer ouvir a todos, autoridades e população, para sugerir estratégias e cobrar um plano a longo prazo”, ressalta o vereador, que é oficial reformado da PM. Ele reconhece ter ocorrido nos último mês um aumento do efetivo da PM na cidade “Nos últimos dias a secretaria de segurança aumentou o número de PMs patrulhando a cidade. É necessário reconhecer isso”, disse. Além de Cariello a Comissão de Segurança é formada pelos vereadores Luiz Carlos Gallo, na vice-presidência; e Jayme Suzuki como membro.