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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
sábado, 15 de setembro de 2018
Os recantos (e encantos) de Niterói
Um passeio fotográfico pelas
belezas da cidade através das lentes de Hyrinéa Bornéo
Vilas de
pescadores, fortalezas, museus e monumentos emblemáticos da arquitetura
contemporânea: a diversidade é a marca registrada dos recantos de Niterói.
Todos os anos, milhares de turistas cruzam a Baía de Guanabara, atraídos pelos
centros culturais e históricos, impressionantes obras arquitetônicas, e belas
praias oceânicas da cidade. Residente em
Niterói desde os 8 anos de idade, a fotógrafa Hyrinéa Bornéo vem desde 2015 se
dedicando a registrar os mais diversos ângulos da cidade. Ela revela alguns
destes cliques nesta seleção especialmente realizada para o CASA DA GENTE.
"A cidade
de Niterói tem realmente um característica particular: sua arquitetura é
caracterizada pelo contraste entre o passado e o presente. Edifícios
históricos, como a Biblioteca Estadual, o Prédio dos Correios e o Teatro
Municipal sobrevivem lado a lado com obras mais modernas, como o Museu de Arte
Contemporânea, a Praça Juscelino Kubitschek, o Teatro Popular de Niterói e o
restante do Caminho Niemeyer. A cada passeio, é sempre uma grata surpresa encontrar
um detalhe diferente na paisagem da cidade", conta Hyrinéa.
Para conhecer
mais sobre o trabalho de Hyrinéa Bornéo, basta segui-la nas redes sociais:
@hyrinea.borneo (Instagram) e pela página no facebook Hyrinéa BornéoFotografias.
< A Festa de São Pedro dos Pescadores, realizada anualmente em 29 de
Junho, é um dos destaques do simpático e bucólico bairro de Jurujuba, também conhecido pela sua tradicional colônia
de pescadores.
No coração da cidade, um prédio
com inspiração neoclássica abriga a Biblioteca Pública de Niterói (BPN), espaço
de estímulo ao conhecimento e à leitura.>
< Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o MAC tornou-se um dos cartões-postais de Niterói, atraem visitantes de todas as partes.
A Fundação Oscar Niemeyer faz parte do complexo arquitetônico cultural do Caminho Niemeyer. O local consolidou-se como um
importante centro de documentação, e tem produtos e serviços de informação
sobre a arquitetura e urbanismo. >
< Localizado no bucólico bairro da Ponta D'Areia, o "Portugal Pequeno" tem a migração portuguesa na origem de sua ocupação. Símbolo da fé portuguesa de além-mar, a Igreja Nossa Senhora de Fátima da Ponta d' Areia representa e exprime a influência marcante dos portugueses no bairro durante a primeira metade do século XX, sendo considerada uma das igrejas mais antigas do Brasil dedicada a essa Santa.
domingo, 17 de dezembro de 2017
"De onde não se vê quando se está"
Visita ao topo do MAC é sucesso de público em
Niterói
Texto e fotos Luana
Dias
| Visitantes desfrutam dos minutos na cobertura do Museu (fotos Luana Dias) |
Uma mudança
radical de ponto de vista: no topo do Museu de Arte Contemporânea de Niterói
(MAC), surge uma paisagem ainda mais imensa, livre e ampla. Mesmo o niteroiense
mais acostumado a apreciar diariamente a beleza arquitetônica e natural
proporcionada pelo local, não consegue disfarçar o encanto, misturado com
deslumbramento ao dar os primeiros passos na "laje" do Museu. As praias
de Icaraí, Flechas e Boa Viagem, unem-se ao Rio de Janeiro, e todas as curvas da
Baía de Guanabara, emoldurando o azul do céu e as nuvens. Durante quinze
minutos - tempo de duração da visita de
cada grupo - é como se o tempo parasse, e a brisa com cheiro de maresia
transformasse cada visitante em parte integrante daquela obra de arte. Alçados
pela flor de concreto (ou o disco voador, como muitos costumam identificá-lo)
desenhado por Oscar Niemeyer, somos convidados a, finalmente, alcançar o
infinito.
| A instalação oferece novos pontos de vista, que vão mais além das famosas linhas e formas projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer |
Esta é uma breve
descrição das minhas sensações ao participar da instalação "De onde não se
vê quando se está". Pela primeira vez, em 21 anos de
existência, o MAC Niterói - que já é um dos símbolos
maiores da cidade - abre a sua cobertura para ocupação e visita. Uma ideia
genial concebida pelo artista e arquiteto Pedro Varella. O projeto conta com a
colaboração do gru.a (Grupo de Arquitetos) e foi contemplado pelo III Prêmio
Reynaldo Roels Jr. – uma parceria entre a EAV Parque Lage e o MAC Niterói.
“Como se desvencilhar da imagem que
domina a experiência de quem visita o MAC? O projeto
busca, portanto, adicionar à experiência do público a chance de simultaneamente
estar neste objeto marcante e perder de vista sua imagem. A arquitetura
do MAC parece querer dominar a paisagem da Baía
de Guanabara. Com um único ponto de contato com o solo, a estrutura
apresenta-se autônoma, absoluta. O trabalho apresentado torna possível desvelar
outras situações, marcadas por um espaço-tempo atípico, possível somente no
contexto de uma fugaz obra instalativa”, explica Varella.
Para ter acesso à cobertura e à
instalação, são distribuídas senhas em quatro horários (9h30, 11h30, 13h30 e
15h30). Os grupos de visitação acontecem nos horários subseqüentes a cada 20
minutos, com no máximo 15 pessoas. Uma escada provisória foi montada para
chegar ao topo, e técnicos treinados guiam e orientam os visitantes.
| Andressa e Rita Novaes: mãe e filha de São Paulo aprovaram a experiência |
Vindas de São Paulo para passar um
fim de semana no Rio, a arquiteta Andressa
Novaes, de 25 anos e sua mãe Rita Novaes, de 62 anos decidiram cruzar a Baía de
Guanabara só para conhecer o MAC.
"Nossa
viagem foi bem rápida. Como arquiteta, sou apaixonada por Oscar Niemeyer, e o
MAC é uma das obras que mais me chamou atenção ainda na época da faculdade. As
exposições são muito boas, mas a estrutura do MAC é contagiante. E realmente,
acho que a maior riqueza que o MAC tem é
a própria natureza ao redor. E a experiência de estar lá em cima, sem nenhum
muro ao redor, é simplesmente inesquecível", afirmou Andressa, logo após descer
da cobertura.
Andressa e Rita fazem parte dos milhares de turistas
nacionais e estrangeiros que passam pelo Museu diariamente. Os niteroienses
também estão marcando presença: o casal de estudantes Bruno Torquato, 25 anos,
e Melissa Firmino, 22 anos, moradores da cidade, haviam ido ao Museu no dia
anterior e não conseguiram subir à cobertura porque não havia mais senha. Eles
resolveram retornar, e afirmaram que valeu a pena persistir:
"Queríamos mesmo viver esta experiência! Se pudesse
voltaria aqui todo dia", contou animada Melissa.
"Pra mim, ao chegar no topo, só me deu mais a certeza
de quanto Niterói é bonita. Inclusive, se fosse possível a Prefeitura manter
esta estrutura aberta, como se fosse um mirante permanente, seria uma atração
turística a mais, e faria muito sucesso. Olha quanta gente está vindo, e como
deu certo!", sugere Torquato.
A visitação acontece até o dia 23 de
dezembro de 2017, das 10h às 18h.
Confira
as dicas para os visitantes
- Por motivos de segurança, use tênis
e sapatos fechados, sem salto.
- Não é permitido o acesso à
cobertura do MAC com mochilas e bolsas, apenas um celular ou câmera
fotográfica. O Museu disponibiliza um guarda-volumes gratuito, mediante
apresentação de documento de identidade
- Não esqueça de levar óculos de sol,
para se proteger da alta luminosidade.
- O acesso à instalação é realizado em grupos
de 15 pessoas para visitas de 15 minutos de duração. As senhas são distribuídas
em quatro horários (9h30, 11h30, 13h30 e 15h30)
- A idade mínima para visitar a cobertura é 12
anos. As pessoas com idade entre 12 e 18 anos só podem acessar a instalação
acompanhados por responsáveis.
- O ingressos para os espaços expositivos, e
que permite também a subida à cobertura custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).
Moradores de Niterói que levarem identidade e comprovante de residência tem
entrada gratuita. Às quartas, o acesso ao Museu é gratuito a todos os
visitantes.
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