quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Floriano Carvalho: retratando os artistas

São mais de mil quadros espalhados por todo o Brasil. A maior parte das obras está em Niterói, exibidos nos mais diferentes pontos da cidade. O jornalista e artista plástico Floriano Carvalho começou há quatro décadas a pintar retratos de artistas famosos da MPB, principalmente cantores e compositores de samba.
Um dos primeiros lugares a receber seus quadros foi o Candongueiro, há 25 anos emoldurando as pareces daquele local que é um verdadeiro templo do samba e chorinho”, exclama Ilton Mendes, proprietário da casa.
Criador de enredos, é também compositor de sambas, e já venceu na Acadêmicos do Cubango, Mangueira e outras agremiações. Nos retratos por ele pintados estão Cartola, Neson Cavaquinho, Noca da Portela, Dona Ivone Lara, Jovelina Pérola Negra, Nelson João Nogueira, Ismael Silva, Jamelão e muitos outros.
Completando um painel existente na Toca da Gamá, Floriano Carvalho disse ao “Casa da Gente” que não contabilizou quantas obras fez. Também no “Koisas da Antiga”, Quilombo do Grotão, Mangueira, Portela e vários lugares, os quadros de Floriano estão à mostra. 


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Por Washington Araújo

Professor e aluna de São Gonçalo recebem prêmio Patrícia Acioli
A noite de segunda—feira, 17, foi de fortes emoções no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Mais de 400 alunos da Rede Municipal de Ensino de São Gonçalo, além de professores, diretores e coordenadores de escolas municipais da cidade diversas outras personalidades assistiram a entrega solene de do Prêmio Patrícia Acioli dos Direitos Humanos. O evento foi apresentado por Matheus Solano e Ana Botafogo. Na plateia, convidados ilustres dentre eles, a escritora Glória Perez e Xuxa Meneghel.
Com objetivo de homenagear a memória da juíza Patrícia Acioli – assassinada em 2011 – e dar continuidade à luta da magistrada em prol da dignidade humana, a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) criou, em 2012, o Prêmio Juíza Patrícia Acioli de Direitos Humanos. O evento teve início com a apresentação da Orquestra Municipal de São Gonçalo regida pelo Maestro Paulo Guarany.
A aluna Maria Eduarda Ramos da Silva, do Colégio Municipal Amaral Peixoto, da Rede Municipal de São Gonçalo, e também o professor e coordenador de Ensino Profissionalizante da SEMED Fernando Peres receberam o prêmio a que fizeram jus sendo que o professor na categoria Práticas Humanísticas, e a aluna na categoria Redação de Ensino Fundamental, com o tema “Brasil, um País de Todos”. A premiação tem o intuito de promover um mergulho no amplo universo da Cidadania, através do fortalecimento do diálogo entre o Judiciário e a sociedade.

Cantata de Natal no Colégio Paraíso
Os corais do Colégio Paraíso formado por 80 crianças e o da Faculdade Paraíso, ambos regidos pelo Maestro Felipe Guarany emocionaram a todos na apresentação realizada no saguão da FAP, no bairro Paraíso, na sexta-feira, 7. Naquela oportunidade, um enorme público assistiu emocionado a Cantata de Natal produzida pela Direção da Escola sob a coordenação da Diretora Cultural Nilza Bittencourt Fiúza que assim definiu o evento: “Natal é tempo de sonho, é tempo de amor e de paz, e o que oferecemos com essa Cantata aos pais, alunos e a todos enfim, foi uma mostra do que o espírito de Natal sempre tem de melhor para unir e emocionar a todos”, declarou a Diretora Cultural, na foto com o diretor-geral da instituição Prof. Montenegro Fiúza. Cerca de 400 pessoas aplaudiram o evento.

Jamily Alves é a mais bela estudante de São Gonçalo
Aos 17 anos, dona de um sorriso contagiante, Jamily Alves sagrou a campeã no Concurso “A mais bela estudante de São Gonçalo” ano 2014, que aconteceu na noite do dia 15 de novembro, no Clube Tamoio com a presença de mais de centenas de espectadores dentre convidados e familiares.
 As 17 estudantes selecionadas para final participaram durante três meses de diversas dinâmicas, gincanas, palestras até chegar ao grande dia. Na
ocasião, as participantes fizeram uma homenagem ao Dia da Proclamação da República, com performances que incluíram entradas de estudante e em traje de gala.
O concurso foi assistido por um público presente de 800 pessoas e cerca de 2 mil internautas assistiram ao vivo através da TV WIN. O grande idealizador do projeto é o presidente da Fluarte Antonio Souto, que teve total apoio da TV WIN.

Feira Literária no Odete São Paio recebe quatro mil pessoas

No sábado, 8 de novembro, os diretores Oton e Elizabeth São Paio professores, coordenadores, e centenas de alunos abriram as portas do Colégio Odete São Paio no sábado passado para receberem cerca de 4 mil pessoas na Feira Literária. Alunos e professores se revezaram ao longo do dia em stands, muitos vestidos a caráter personificando vultos da literatura e da música.  Conforme nos falou Bárbara, professora de Geografia do 9º ano: “Nossa ideia foi criar em torno dos alunos a concepção de um trabalho ousado e com raízes predominantemente voltadas para a discussão de temas sociais de cunho cosmopolita”. Muitos alunos fizeram performances e foram voluntários para fazer da Feira Literária do Colégio Odete São Paio um momento memorável na vida deles e – com isso - proporcionar ao colégio um caráter diferenciado na cidade. A apresentação das crianças dispensa comentários, e adolescentes e jovens foram sensacionais.

Coluna Música no Ar (Som, Áudio e Tecnologia) - Novembro/2014

Por  KAKAO Figueiredo
KKO.Studio
(21) 2711-3104

@ A banda de Niterói BR80 continua firme na estrada. Para o fim do ano, os shows marcados são vários e de forte proporção de amadurecimento.
Locais como Circo Voador, Bar do Meio e Clube Militar, demonstram a importância da Banda, que também irá fazer as festas de empresas como Petrobras, Shop 126, Soter, João Fortes, Clinica dos Olhos, entre outros. Isso demonstra o crescimento de sucesso e competência da banda.
Para o ano que vem, já estão agendadas surpresas e novas produções.
Sávio, Marcelo, Santana e Bruno, não param quietos! Vem novidade por aí.

@Uma nova cantora tem despontado em canjas nos shows da banda Colorado Country. Cecília Lisboa, neta do super guitarrista Neneco, tem encantado a todos com suas apresentações. A menina, com apenas 15 anos, canta músicas de Amy Whinehouse, Janis Joplin, entre outras, com desenvoltura, afinação e interpretação. Capitaneada pelo avô coruja, Neneco, a princesa tem tudo para crescer artisticamente e como pessoa. Boa Sorte! Procurem o vídeo de Cecilia Lisboa no Youtube.

@  A banda Vizinhos da Velha do Gato gravou seu CD de demonstração no KKO.Studio, e correu para o abraço. As portas se abriram para a rapaziada talentosa, Bruno Capeto nos vocais, Ciro Mendes na bateria, Caio Backer na guitarra e Bruno Hammerschmidt no baixo. Eles recriam arranjos de sucessos nacionais e internacionais e tem lotado as casas noturnas por onde passam. Maestrina, Maria da Praia, Casa Boate e outros points lotaram com a galera. A música de trabalho dos “garotos” é “Ela”. O caminho é árduo e difícil e a estrada só continua para quem persiste. Procurem o vídeo da Música, “Ela” da Banda Velha do Gato no Youtube. Vamos aguardar por mais shows e composições!

Jovem niteroiense escreve a Obama para entrar nos EUA

Embora tenha tias trabalhando e radicadas no Estados Unidos, o estudante brasileiro Igor Santos, de 17 anos, vem tendo negado o visto de entrada para aquele país por parte do Consulado Americano, no Rio de Janeiro.
Por esta razão, Igor Santos decidiu escrever para o presidente Barack Obama, pedindo que interfira na liberação do seu visto, pois “seus primos e tios estão autorizados e a ele negam, sem qualquer explicação”. A família vai à Disney e Igor quer ir junto.
Igor Santos mora em Niterói e espera uma resposta do Presidente Obama. Eis a carta do estudante (foi enviada uma cópia em inglês):



Câmara de Niterói aprova estatuto da Igualdade Racial

Foi aprovado em segunda discussão, no dia 13 de novembro, o Estatuto Municipal da Promoção e Igualdade Racial de Niterói. Proposto pela vereadora Verônica Lima (PT), considera como discriminação racial toda “distinção, exclusão ou restrição baseada em raça, cor, descendência, procedência nacional ou étnica que tenha por objetivo cercear o reconhecimento, o gozo ou o exercício dos direitos humanos e das liberdades fundamentais” em qualquer campo da vida pública ou privada.
“Fico feliz que a Câmara tenha aprovado este Estatuto, de autoria da primeira vereadora negra de Niterói. O prefeito Rodrigo Neves pretende sancionar o projeto, no próximo dia 20, data dedicada à consciência negra, em solenidade no Solar do Jambeiro. É um avanço e um marco para a cidade”, destaca Verônica Lima.
Isenção de IPTU
O projeto de lei 85/2013, de autoria do Pastor Ronaldo (PROS), foi retirado de pauta para análise de comissões específicas. A matéria dispõe sobre a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para igrejas ou templos e entidades filantrópicas que funcionem em imóveis cedidos ou alugados.
Visita
Os vereadores de Niterói receberam recentemente a visita do vereador da cidade mineira de Governador Valadares, Cesinha Alvarenga (PRB). Ele esteve com o presidente Paulo Bagueira e vários vereadores, visitou setores da Casa e esteve no Plenário Brígido Tinoco, durante a abertura da sessão. Em seu primeiro mandato, Alvarenga veio em busca de ideias e propostas de projetos de lei aprovados ou em tramitação na Casa, principalmente, aqueles voltados para a acessibilidade de pessoas com deficiência. “Colhi boas informações que pretendo aproveitar como projeto em minha cidade. Também quero destacar a hospitalidade em que fui recebido”, disse.


O canto da cidade espalha felicidade

Quem canta seus males espanta, diz a máxima popular, mas em Niterói esta prática tem sido outra, pois em pontos diferentes do município o que se vê são mulheres e homens cantando de felicidade, profissionalmente, sendo acompanhadas por milhares de pessoas que literalmente, repetem o gesto num ritual de alegria coletiva.
Nos bares, restaurantes, boates, casas de espetáculos, teatros, clubes, praças e praias. O niteroiense tem entre os hábitos de vida cantar, fazendo da cidade uma grande reveladora de talentos na área de cultura, principalmente no campo musical.
Samba do bom
Nos 441 anos de Niterói, o CASA DA GENTE reuniu no Canto do Rio Futebol Clube alguns craques da MPB, notadamente no mundo do samba, parte de um grupo que integrará um DVD que receberá o título de “o samba da ponte”, dentre os quais Flávio Pizzoti, mais conhecido como Flavinho Sete Cordas, Yuri Portela, Paulo Cesar Ginho, Jair Silva, Jair do Cavaco, Hernani Valente, Almir Sodré, Monica Mac, Maria Menezes, Serrinha e os produtores Marcelo Almo, Mário Dias e Roberto Dantas.
No mais novo ponto musical de Niterói, a Casa de Bamba, na rua Visconde de Itaboraí, 291, às quartas-feiras, Alessandro Cardozo e André da Mata, cavaco e voz; Mingo Silva, Raphael Lagoas, violão e voz; Bruno Santos, Rodrigo Reis e Daniel Boechat, na percussão.
Ainda na Casa de Bamba, às sextas-feiras um excelente público vai até lá curtir e cantar numa roda de samba comandada por Monica Mac.
Trabalhador
Para começar a semana bem, ao preço popular de R$10,00, o Fluminense Atlético Clube na rua Xavier de Brito, recebe centenas de pessoas para cantar com Monica Mac e vários convidados, numa produção de Beto Dantas, às segundas-feiras. A partir das 18h, numa réplica do Samba do Trabalhador que acontece há anos no Rio de Janeiro.
No mesmo dia, começando às 20h, o bar e restaurante Grauduados, na rua Visconde de Sepetiba, acontece também uma boa roda de samba, o que é repetido às quintas-feiras, sob o comando de Carlinhos na produção. Jair, acompanhado no cavaco, lidera os músicos.
A terça-feira é em São Domingos, no Mãe-D’Água, congregando muitos universitários.
 As quintas e sábados, em Santa Rosa, o samba é cantado na “Cachaçaria – Alegria Engarrafada”, na rua Dr. Sardinha, com produção de Paulinho.

Elas comandam
Além de Mônica Mac e Maria Menezes, Niterói tem ainda outras mulheres que “aquecem” os sambas: Andrea Beat, Adriana, Mariana e Mayara, levando muitas outras para memoráveis noites do samba de raiz e sucessos atuais.

Clarão e escalação
No grupo dos homens, é mais frequente nos shows de samba, Família Clarão, Branca, Marcinho, Mikimba, Peralta, Carlos Renato, Pitico, Ramon e Felipe.
Sendo também assíduos nos eventos de samba de roda, Declar, Pedro Ivo, Mario Domec, Bruno Barreto e Bebeto Sorriso, entre mais de 30 intérpretes.
Marquinho Diniz, filho de Monarco, está há anos radicado em Niterói e canta em vários lugares, além de ser o apresentador dos shows. No “Caminho Niemeyer”, sempre trazendo convidados do Rio de Janeiro, para reforçar as apresentações dos niteroienses, promovendo assim uma perfeita integração dentre os quais Carlinhos Sete Cordas, Marcelo Pizotti, Rudinho e Dedé do Cavaco, entre outros.
Mulato Velho
A exemplo de inúmeros músicos de Niterói, o grupo “Mulato Velho”, maestro Fernando Brandão (liderando), promove uma perfeita integração da cidade com o Rio de Janeiro, outros estados e até no exterior. Além dele, Felipe Fabiano Fegaloti, Dudu Oliveira, Daniel Karin, e Watson Cardozo formam a banda.
Carreira solo
Presidente da Unidos do Viradouro há dois anos, Gusttavo Clarão partiu para uma bem sucedida carreira solo, fazendo shows no Brasil e inclusive em outros países. Com um CD novo, tem na sua produção obras inéditas, com uma apresentação personalizada e já muito executado nas emissoras de rádio.


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Aniversariando: Toca da Gambá tem Xande de Pilares dia 29

 
Jairo Pacheco e a esposa Carla (fotos divulgação)
Há 28 anos, onde hoje acontece rodas de samba semanais, surgia de forma despretensiosa o espaço Toca da Gambá. Um local onde amigos do Zona norte Niterói se reuniam para bater papo, jogar bola e ouvir um bom samba. Após passar por grande reforma, sob a direção do atual proprietário Jairo Pacheco, o Jairinho, que comanda o espaço desde 2005, após a partida do seu saudoso pai, a Toca da Gambá, cujo slogan é “Um Bar de Respeito”, se firma na cidade como uma excelente opção de entretenimento e cultura, atraindo pessoas dos arredores e de outras localidades a cada final de semana.
“Durante quase 20 anos, foi meu pai que esteve à frente da ‘Toca’. Há exatos nove anos, decidi assumir de vez a direção, após ter concluído um curso de Análise de Sistemas, com pós-graduação em internet pela UFF, e em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas. Não vejo o nosso local como casa de negócios, mas como um ponto de lazer, cultura, encontro de amigos, com muito respeito e família”, afirma Jairinho.
A Casa já recebeu grandes bambas, entre eles; Mestre Monarco, Zé Katimba, Wilson da Neves, Jorge Aragão, Délcio Carvalho, Leandro Sapuchy, Almir Guineto, Neguinho da Beija-flor, entre outros. E sábado, dia 29, a tradicional Feijoada da Toca mensal traz na programação o anfitrião Marquinhos Diniz, compositor e filho do Mestre Monarco da Portela, recebendo o sambista Xande de Pilares, agora em carreira solo.
           
Cantor, compositor, instrumentista e partideiro, Xande de Pilares aprendeu a criar versos de improviso com os palhaços da Folia de Reis e aos dez anos de idade já tocava violão. Em 1992, fundou o grupo Revelação onde atuou como cantor e cavaquinista desde sua formação até abril deste ano. Ao longo de sua carreira teve composições gravadas por artistas como Beth Carvalho, Leci Brandão, Arlindo Cruz, Diogo Nogueira, entre outros.           
Atualmente, em carreira solo, Xande de Pilares se apresenta nas melhores casas do país e leva consigo sua energia, talento e vasto repertório. No último sábado deste mês, é na Toca da Gambá que temos um encontro marcado a partir das 15h, horário de abertura da casa, até às 21h. O ingresso custa a partir de R$30 (feijoada não inclusa) e pode ser comprado antecipadamente no local ou pelo sitewww.qualitypass.com.br. A Toca da Gambá fica na rua Carlos Gomes, 23, Barreto – Niterói, logo na descida da ponte.


Livro-reportagem: CTI – Antessala da morte: um passeio pela vida

Com 186 páginas, o 95 das quais em capítulos, o livro “CTI – Antessala da morte: um passeio pela vida”, pela editora Muiraquitã, é uma narrativa do jornalista Mário Dias ao estilo de revista como série de reportagens, abordando a infância, adolescência, décadas de jornalismo e o convívio com funcionários variados.
Políticos, dentre os quais Tenório Cavalcanti, o “Homem da Capa Preta”, Chagas Freitas, Leonel Brizola, Geremias Fontes, Lula, Jorge Roberto Silveira, Aécio Nenci, Sílvio Lessa são alguns dos citados. No meio artístico, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre, João Nogueira, entre outros, são lembrados na passagem do “Botequim do Samba”, tanto na Rede Manchete de Televisão, quanto na Rede Globo, produzido por Mario Dias.
As reportagens policiais, investigativas, os grandes eventos, como o réveillon na praia, o “Rio Elétrico”, a Micareta do Rio; o Bloco das Piranhas, o Carnaval, as Escolas de Samba, a Festa dos Bois de Parintins; São João e as rodas de samba também estão neste livro-reportagem. Nele ainda o autor revive os desfiles de Miss, moda e apresentação do cerimonial de Fidel Castro, super comícios e shows.

Os anos de censura da Ditadura, prisões, as reinvindicações sindicais e estudantis, os muitos “casamentos”, os fatos pitorescos e a fé em São Jorge também estão neste trabalho, com o autor “saindo” do CTI – Centro de Tratamento Intensivo – onde esteve internado há 30 anos, para fazer esta viagem no tempo. O livro será lançado no dia 10 de dezembro, às 20h, no Salão de Eventos da Pizzaria Guanabara da Lapa, na avenida Mem de Sá, 17. Já no dia 16, o livro será lançado no Canto do Rio Futebol Clube, em Niterói, com música popular brasileira. 

Conhecendo Niterói

Um passeio pela história da cidade
 Salvador Mata e Silva e Cristina Pontes (especial para o CASA DA GENTE)

Devemos definir Niterói – do Tupi, “Água Escondida”, como o nome dado às margens da Guanabara – “Seio de mar” referência histórica da ocupação e povoamento de uma região que, sem dúvida, consolidou uma ocupação pretendida por estrangeiros, sobretudo os franceses. A cobiça internacional era direcionada principalmente para a extração do pau-brasil e subtração de especiarias.
            Marco significativo para o estudo da história niteroiense foi a fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1 de março de 1565, por Estácio de Sá, oriunda da necessidade de se fixar um novo núcleo colonial. Durante esse mesmo ano, mais precisamente em setembro, ocorreu a primeira distribuição de sesmarias da margem oriental, contemplando Martim Paris como primeiro colonizador do território que hoje compreende o Município de Niterói.
            Na continuidade desse processo, outras sesmarias tiveram importância já que eram visíveis a abundância de reservas de pau-brasil e os últimos conglomerados de índios tamoios. Podemos citar duas sesmarias que merecem destaques: a de Antônio de Marins Coutinho e a do cacique Araribóia, chefe dos temiminós. A primeira no começo do século XVII tornou-se o engenho de açúcar da região (Nossa Senhora das Neves). A segunda, e essa merece destaque, ganhou relevo pelo fato de abranger a maior parte do atual território de Niterói, com a ressalva de que os temiminós não conseguiram ocupar a terra, invadida pelos brancos. Cabe aqui fazer um parêntese, em 1573, Martim Afonso de Souza, nome cristão de Araribóia, tomou posse da sesmaria citada anteriormente, que nada era do que uma légua de terra ao longo do mar por duas de sertão, conhecida como “Barreiras Vermelhas ou Banda d’ Além”.
           
Foi de grande importância a sesmaria de Araribóia, pois ela correspondeu, na verdade, ao centro do atual núcleo urbano niteroiense. Primeiramente, a aldeia de Araribóia progrediu. Foi erguida a igreja de São Lourenço, surgiram choupanas e roças de milho e mandioca. Os indígenas viviam também da caça feita nas matas próximas, da pesca na baía e da fabricação de utensílios de barro e rede. Com o passar dos tempos a aldeia entrou em decadência. O aldeamento foi extinto definitivamente pelo governo provincial em 1866.
            A economia local, com o esgotamento do período do pau-brasil, foi direcionada para a atividade açucareira, que predominou até a abolição, e adaptou-se ao aparecimento da pré-indústria. No século XVII, as grandes fazendas localizadas por toda a região vão dar origem aos “futuros núcleos urbanos”, tais como: o Barreto, Neves, Maria Paula, São João Batista de Icaraí e outros. Já no século XVIII o processo de desenvolvimento foi abalado pela intervenção do Santo Ofício, que perseguiu os cristãos novos que tinham a posse e exploração das terras, gerando uma profunda desestruturação da economia. Na mesma época, a cidade do Rio de Janeiro se beneficiou com o afluxo dos desbravadores das minas e com transporte do ouro.
           
Com a vinda da família real portuguesa em 1808 e após a morte da rainha D. Maria I (a louca), em 1816, D. João VI veio para Praia Grande descansar. Com o alvará de 10 de maio de 1819, promoveu a povoação à categoria de Vila Real da Praia Grande. Instalada em 11 de agosto do mesmo ano, recebeu, dentre as Vilas instituídas pelo primeiro quartel do século XIX, tratamento especial do rei. A Vila englobou as freguesias de São João Batista de Icaraí, São Sebastião de Itaipu, São Lourenço dos Índios e São Gonçalo. Ganhou maior importância com a nomeação do primeiro Juiz de Fora, José Clemente Pereira, que elaborou um plano urbanístico que outras cidades do Brasil desconheciam.
            Em 12 de agosto de 1834 foi promulgado o Ato Adicional, que modificou a Constituição de 1824, em alguns artigos: as províncias tiveram mais autonomia, foi estabelecido o governo de um só regente. A província do Rio de Janeiro (município neutro), deixou de ser a capital da província do mesmo nome.
            Foi então que se escolheu para nova sede da província do Rio de Janeiro, do outro lado da Baía de Guanabara, a Vila Real da Praia Grande (depois de disputar com Campos e Porto das Caixas-Itaboraí). Por decreto imperial de 23 de agosto de 1834 foi a Vila Real da Praia Grande designada para local de reunião da Primeira Assembléia Provincial, instalada a 1º de fevereiro de 1835. Em 26 de março do mesmo ano a Assembléia votou a lei nº 02 criando a província Fluminense, com a Vila Real da Praia Grande, como capital e a lei nº 06 de 28 de março de 1835, elevou-a à categoria de cidade com nome de Nictheroy (Niterói).
            Em 22 de agosto de 1841, na primeira visita oficial à Niterói, D. Pedro II, em agradecimento à boa acolhida à sua família, resolveu conceder à cidade o título de “Imperial Cidade”. A partir de 1845, o Barão de Mauá, fundou na Ponta da Areia e nas ilhas próximas de São Lourenço, grandes estaleiros.
            Foi intensa a participação dos niteroienses na campanha abolicionista e republicana. Destacaram-se vários políticos, jornalistas, poetas e outros. Na cidade, existiram sociedades, clubes e foram realizados congressos em prol da Abolição e da Proclamação da República. Vários niteroienses participaram desses movimentos e passaram para a história do Brasil.
            Durante o período de 6 de setembro de 1893 a 13 de março de 1894, Niterói sofreu com o movimento revolucionário da esquadra do porto do Rio de Janeiro, dirigido pelo Almirante Custódio de Melo. A chamada Revolta da Armada transformou completamente a cidade. O historiador Felisbelo Freire disse: “A resistência de Niterói é uma das belas páginas da Revolta da Armada e que lhe deu o título de Cidade Invicta”.
            A Lei nº 50 de 30 de janeiro de 1894, transferiu a capital do Rio de Janeiro, de Niterói para a cidade de Petrópolis, mas o decreto nº 801, de 6 de junho de 1903, assinado pelo presidente do Estado do Rio de Janeiro, Quintino Bocaiúva, restabelece a capital em Niterói. Em 4 de janeiro de 1904, era criada a prefeitura de Niterói, pelo presidente do Estado Dr. Nilo Peçanha. E o primeiro ocupante foi o Dr. Paulo Alves.
            Em 1906, os bondes, antes puxados a burro, foram eletrificados, serviço inaugurado pelo presidente da República Rodrigues Alves. Com a inauguração do primeiro trecho de iluminação elétrica, surgem os grandes estaleiros e inúmeras fábricas em Niterói.
            Dois anos após, isto é, em 1908, tem início no nosso município o sistema bancário, com a fundação do banco do Comércio do Rio de Janeiro, com duração efêmera. Foi construída a Alameda São Boaventura, o edifício da prefeitura, o paredão nas praias de Gragoatá, Flechas e Icaraí, implantado o sistema telefônico, executada a pavimentação a paralelepípedo de ruas do Centro e de várias outras ruas, além de outras grandes obras.
            Em 1908, inaugurada a estação Hidroviária, com a Companhia Cantareira com nova frota de barcas. Em 1912, foram fundadas a Faculdade de Direito e a Faculdade de Farmácia e Odontologia. No início da década de 20, criou-se a Associação Médico-Cirúrgica Fluminense. Em 1926, a Faculdade de Medicina, dez anos depois, a Faculdade de Medicina Veterinária.
            Na mesma década, durante o governo do Dr. Feliciano Sodré, construiu-se a Praça da República, que abrigava o Palácio da Justiça, a Assembléia Legislativa, o hoje Liceu Nilo Peçanha e a Secretaria de Segurança Pública. Na década seguinte, a Biblioteca Estadual e o Arquivo Público, ambos inaugurados em 1935.
            Em 1940, com a abertura da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, o centro da cidade chegou à modernidade, e passou a ter vida noturna. As casas de diversão se multiplicaram, dando ênfase ao Hotel Cassino Icaraí, em cujo “grill-room” se apresentaram dezenas de artistas famosos. Já na década de 50, nasce a Faculdade de Engenharia e é inaugurada a rodoviária que sediou também o departamento estadual de estradas de Rodagem.
            Nos últimos anos, Niterói vem se desenvolvendo com a construção de túneis, estradas, a ponte Niterói-Rio, praças, parques, colégios, a modernização dos transportes, comércio atuante, implantação de indústrias mais variadas, locais de lazer e outros progressos.
            Em 1975, ocorreu a fusão do Estado do Rio de Janeiro com o estado da Guanabara. Niterói deixou de ser a capital do Estado do Rio. Porém, continuou progredindo: cresceu sem grandes saltos, paulatinamente. Apesar de estar bem próxima da cidade do Rio de Janeiro, manteve suas características peculiares.
            Atualmente, possui extensa rede de ensino, abrigando várias Universidades, entre elas a UFF (Universidade Federal Fluminense), a Universo (Universidade Salgado de Oliveira), a Universidade Cândido Mendes, a Universidade Estácio de Sá, a Universidade Anhanguera (antiga Universidade Integrada Plínio Leite), as Faculdades Maria Teresa e outras instituições de nível superior. Podemos ainda observar uma rede bancária eficiente, comércio atuante, indústria razoável, transporte satisfatório e outros segmentos.
            A história de Niterói é história do próprio Brasil. Os fatos e personagens dessa história fazem parte da cultura do nosso povo e servirão de ensinamento para novas gerações.

Cristina Pontes é professora, arquivista, pedagoga, gestora da Rede Municipal de Niterói, escritora, pesquisadora e historiadora. É sócia efetiva do IHGN (Instituto Histórico e Geográfico de Niterói), sócia fundadora do IHGBJ (Instituto Histórico e Geográfico de Bom Jardim) e sócia correspondente da AGLAC (Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências).      




Salvador Mata e Silva é professor, orientador educacional, jornalista, historiador, historiógrafo, pesquisador, biógrafo, escritor, ensaísta, cronista, poeta, trovador, acadêmico e comendador. Foi fundador de vários institutos históricos, como o Instituto de Pesquisa, estudos e Desenvolvimento de São Gonçalo, e co-fundador da Associação Niteroiense de Escritores. Além disso, é membro da Academia Niteroiense de Letras, Academia Fluminense de Letras e Academia de Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro, entre outras instituições. É colaborador do Colégio Brasileiro de Genealogia e membro do Conselho Municipal de Cultura do Município de São Gonçalo.



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Femptec comemora 10 anos

Fundação já realizou mais de 300 projetos, com parceiros nacionais e internacionais
A Femptec - fundação que atua na gestão de projetos que tenham como objetivo gerar um impacto positivo na sociedade - comemora neste mês de novembro, 10 anos no mercado. Desde sua criação, a Fundação possui ferramentas para viabilizar estes projetos, funcionando como um instrumento facilitador para ajudar pessoas, empresas ou instituições públicas a desenvolverem suas ideias.
Ao longo destes 10 anos de trabalho e dedicação, a Fundação já realizou mais 300 projetos, com 80 parceiros nacionais e internacionais. A área de pesquisa tem grande destaque, totalizando 90% dos projetos realizados e em andamento, abordando temas como o desenvolvimento de medicamentos e de suas patentes; a prevenção e a busca pela cura da AIDS; o estudo sobre espécies ameaçadas da fauna e da flora brasileiras; entre outros.
Parte da equipe da Femptec em comemoração pelos 10 anos
(foto divulgação)
Multidisciplinar, a Femptec realiza projetos e pesquisas nas áreas de saúde, cultura, social, política, educação, ciência, tecnologia, assistência social, empreendedorismo, meio ambiente, entre outras, oferecendo soluções inovadoras de consultoria e administração. Além do amplo trabalho desenvolvido no Brasil, a Femptec atua também no exterior, com instituições parceiras nos Estados Unidos, Itália, Portugal e França.
“Um dos grandes diferenciais da nossa fundação é a flexibilidade: nós apoiamos projetos de pequeno, médio e grande porte, e não cobramos para realizar a captação de recursos. Nosso objetivo, acima de tudo, é apoiar os parceiros para atingir os resultados esperados”, explica Lívia Roque, gerente de marketing da Fundação. Para saber mais sobre a Femptec, basta acessar a página www.femptec.org.br