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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Tudo pelo Social

Loren Almeida está entre as selecionadas para um programa de formação nos Estados Unidos

Por Luana Dias
A Relações Públicas Loren Almeida, de 34 anos, gestora de projetos Sociais na ONG brasileira CIEDS acaba de passar num seleto concurso que escolheu 60 pessoas em toda a América Latina que trabalham no Terceiro Setor. Nascida em São Gonçalo, mas moradora de Niterói desde 1 ano de idade, Loren foi selecionada para o Community Solutions Program, um programa de formação profissional que acontece em território americano por quatro meses, patrocinado pelo Departamento de Estado Americano e organizado pela instituição não governamental IREX.
            O alvo desta formação são profissionais de 25 a 38 anos que atuam ativamente na sociedade civil de suas comunidades e países, com intuito de resolver  questões sociais nas áreas de tolerância, resolução de conflitos; transparência e governança; mulheres e questões de gênero, além de questões ambientais. O processo de seleção incluiu três etapas: um questionário bem detalhado sobre o histórico profissional, motivações e a elaboração preliminar de um projeto a ser aplicado no seu país de origem; uma entrevista em inglês sobre suas habilidades em liderança; e um exame de proficiência em inglês (TOEFL).
            "Assim que cheguei aqui nos EUA, soube que eles tiveram mais de mil e quinhentos candidatos de todo o mundo, para o preenchimento de 60 vagas. Eu mais um outro rapaz de Brasília fomos os primeiros brasileiros a sermos selecionados, agora em 2015, em cinco anos de existência deste Programa" explica Loren.
           
Durante os quatro meses de formação, Loren irá realizar um estágio em uma instituição não governamental americana relacionada à área e às habilidades para implementar seu projeto ao voltar para o Brasil. Além disso, a ideia é também promover uma troca de experiências entre líderes ao redor do mundo.
"Há muitos momentos de trabalhos em grupo com outros líderes, bem como palestras e pequenas reuniões com profissionais americanos de áreas afins às que vamos trabalhar. Essa convivência com outros líderes de 30 países, vivendo e lidando com situações semelhantes às que lidamos aqui, é incrível", conta entusiasmada.
O interesse de Loren em conviver com outras culturas começou aos quinze anos de idade, quando sua professora de inglês Vania Vieira a convenceu em comemorar seu aniversário estudando inglês na Inglaterra. Com 20 anos, ela se candidatou a uma vaga de trabalho nos parques da Disney, em Orlando. Ela foi selecionada, mas a viagem acabou postergada em um ano por conta do episódio de 11 de Setembro. Entre 2008 e 2009, Loren foi estudar alemão por um ano em Berlim.
            Com uma Pós Graduação em Gestão de Negócios pelo IBMEC, e em fase de conclusão de outra Pós na Faculdade de Economia da UFRJ em Responsabilidade Social, ela está segura sobre sua vocação para o trabalho no Terceiro Setor.
 "Quero muito somar minha voz e ver o Brasil se desenvolver. É muito louco imaginar que uma das dez maiores economias do mundo deixa de oferecer educação de qualidade, saúde e saneamento básico para todos. Temos tudo para ser um país mais equânime, mas parece que, como sociedade, desistimos de lutar coletivamente. Acho o Brasil um país maravilhoso e estamos avançando, apesar de as pessoas não se darem conta. Quero ser mais uma a acelerar o processo. Quero ser feliz. Quero fazer outros felizes. Quero disseminar felicidade, de forma que mais pessoas possam ter suas necessidades físicas e sociais satisfeitas" finaliza.


A beleza que encantou a Itália

Ex-moradora do bairro de São Lourenço, em Niterói, a modelo Sheila Moraes é sucesso em Nápoles
           
Sheila Moraes em evento de moda na Itália
(foto Alfonso Petti)
Quem admira a beleza da modelo e manager de moda Sheila Moraes nos desfiles, fotos e participações televisivas não desconfia toda a história que está por trás de seu lindo e meigo sorriso.  A jovem de 33 anos, que mora há 11 anos na Itália, já enfrentou muitos desafios para contar as vitórias de sua carreira. Natural de Salvador,  Sheila veio morar em Niterói com a sua mãe e dois irmãos ainda com oito meses de idade.
            "Chegamos apenas com nossas malas. Por enquanto minha mãe lavava roupas para diversas famílias, meus irmãos vendiam salgadinhos que minha mãe fazia, e com isso íamos aprendendo a importância de lutar para a sobrevivência".
            Com o tempo - e persistência na "luta" baseada na união familiar entre a mãe e os irmãos mais velhos Reinaldo e Leila - as coisas foram melhorando: sua mãe conseguiu um emprego fixo, e os irmãos também trabalhavam bastante para ajudar a sustentar a casa.
            Ainda no Brasil, com a ajuda e o apoio da mãe, Sheila realizou cursos de formação de modelo e conseguiu, através do apoio do "olheiro" e professor de moda Moisés Karran, participar de um dos concursos mais importantes do país, o Elite Models. Sheila chegou a ficar entre as finalistas. Ela também concorreu a Rainha do Carnaval de Niterói, e batalhou para colocar em prática um projeto de aulas para jovens do bairro de São Lourenço, em Niterói - onde ela residiu durante muitos anos - com a ajuda do advogado Márcio André Rodrigues.
           
Já se preparando para a TV (foto acervo pessoal)
A mãe, dona Alice
Oliveira dos Santos, é uma das grandes referências de Sheila. Chamada a todo tempo de "rainha", ela foi uma das grandes apoiadoras de sua carreira de modelo.  Casada com Salvatore Caravella, com quem teve um filho, o pequeno Vittorio Caravella, de 6 anos, Sheila reside atualmente em Nápoles, local que adotou como sua segunda cidade natal.
           
Sobrinha de Sheila, Lorena Santos é uma das finalistas do
Concurso Miss Ciclismo (foto Alfonso Petti)
Sheila chegou à Italia em 2004, e começou do 'zero': trabalhou como garçonete para se sustentar e continuar ajudando a família mesmo à distância, e se esforçou muito para aprender a língua e a cultura italiana. Na ocasião, ela morava na cidade de Bologna, onde permaneceu por três anos. Em 2007, ela se mudou para Nápoles, e depois de casar e dar à luz ao seu filho, e de se sentir mais segura e adaptada à sociedade italiana, recomeçou os trabalhos como modelo. E assim, ela vem colecionando convites para trabalhar em desfiles de moda, showroons, feiras especializadas entre outros eventos.
            Hoje, Sheila divide seu tempo entre o trabalho no setor administrativo de uma empresa pelas manhãs, os afazeres de mãe e esposa em casa, e à noite, participa das gravações de uma série italiana televisiva chamada "Ischia Forever", com a renomada atriz e cantora italiana Lucia Cassini, que tem estreia prevista em setembro.
            Além disso, ela vem se preparando para seu mais novo desafio: ser apresentadora televisiva. O convite partiu da Partenope TV - canal regional, onde ela trabalha como júri de um programa que está no ar. Ela está animada com a nova etapa que está por vir:
          
Sheila ao lado da mãe, dona Alice: inspiração
(foto acervo pessoal)
  "São muitas oportunidades em vista, e o meu grande sonho agora é poder ajudar outras pessoas. Como venho de uma origem humilde, um dos meus maiores prazeres é poder ouvir as histórias e tentar ajudar a todos".
            Mesmo com a carregada jornada de trabalho, Sheila ainda encontra tempo para ser também manager, cuidando com todo carinho da carreira da sobrinha Lorena Santos, de apenas 17 anos de idade, que se mudou há poucos meses para a Itália. "Lorena é linda, tem 1,78 de altura,60 de cintura, tem tudo para se tornar uma grande top! Para mim, é uma emoção grande em poder ajudar alguém que gosto tanto", conta.
            Lorena já está participando do concurso nacional "Miss Ciclismo", e foi a mais votada na etapa semifinal, contando também com uma torcida brasileira que votou via internet. Em outubro, ela vai disputar a final da competição.
            Apesar de sofrer com a distância da família, Sheila confidencia que desde pequena ela já pressentia qual era o seu destino.
            "Penso que não é fácil pra ninguém estar longe de parentes, familiares, amigos, mas aqui é o lugar onde me estabeleci, que Deus escolheu para ser feliz junto com a minha família. É engraçado porque quando era criança, eu sempre dizia que iria morar fora do Brasil, me casar, trabalhar, ser feliz... pequenas histórias e sonhos de criança, mas não é que se tornou realidade? Então, basta acreditar!", finaliza.



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Conhecendo Niterói

Um passeio pela história da cidade
 Salvador Mata e Silva e Cristina Pontes (especial para o CASA DA GENTE)

Devemos definir Niterói – do Tupi, “Água Escondida”, como o nome dado às margens da Guanabara – “Seio de mar” referência histórica da ocupação e povoamento de uma região que, sem dúvida, consolidou uma ocupação pretendida por estrangeiros, sobretudo os franceses. A cobiça internacional era direcionada principalmente para a extração do pau-brasil e subtração de especiarias.
            Marco significativo para o estudo da história niteroiense foi a fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1 de março de 1565, por Estácio de Sá, oriunda da necessidade de se fixar um novo núcleo colonial. Durante esse mesmo ano, mais precisamente em setembro, ocorreu a primeira distribuição de sesmarias da margem oriental, contemplando Martim Paris como primeiro colonizador do território que hoje compreende o Município de Niterói.
            Na continuidade desse processo, outras sesmarias tiveram importância já que eram visíveis a abundância de reservas de pau-brasil e os últimos conglomerados de índios tamoios. Podemos citar duas sesmarias que merecem destaques: a de Antônio de Marins Coutinho e a do cacique Araribóia, chefe dos temiminós. A primeira no começo do século XVII tornou-se o engenho de açúcar da região (Nossa Senhora das Neves). A segunda, e essa merece destaque, ganhou relevo pelo fato de abranger a maior parte do atual território de Niterói, com a ressalva de que os temiminós não conseguiram ocupar a terra, invadida pelos brancos. Cabe aqui fazer um parêntese, em 1573, Martim Afonso de Souza, nome cristão de Araribóia, tomou posse da sesmaria citada anteriormente, que nada era do que uma légua de terra ao longo do mar por duas de sertão, conhecida como “Barreiras Vermelhas ou Banda d’ Além”.
           
Foi de grande importância a sesmaria de Araribóia, pois ela correspondeu, na verdade, ao centro do atual núcleo urbano niteroiense. Primeiramente, a aldeia de Araribóia progrediu. Foi erguida a igreja de São Lourenço, surgiram choupanas e roças de milho e mandioca. Os indígenas viviam também da caça feita nas matas próximas, da pesca na baía e da fabricação de utensílios de barro e rede. Com o passar dos tempos a aldeia entrou em decadência. O aldeamento foi extinto definitivamente pelo governo provincial em 1866.
            A economia local, com o esgotamento do período do pau-brasil, foi direcionada para a atividade açucareira, que predominou até a abolição, e adaptou-se ao aparecimento da pré-indústria. No século XVII, as grandes fazendas localizadas por toda a região vão dar origem aos “futuros núcleos urbanos”, tais como: o Barreto, Neves, Maria Paula, São João Batista de Icaraí e outros. Já no século XVIII o processo de desenvolvimento foi abalado pela intervenção do Santo Ofício, que perseguiu os cristãos novos que tinham a posse e exploração das terras, gerando uma profunda desestruturação da economia. Na mesma época, a cidade do Rio de Janeiro se beneficiou com o afluxo dos desbravadores das minas e com transporte do ouro.
           
Com a vinda da família real portuguesa em 1808 e após a morte da rainha D. Maria I (a louca), em 1816, D. João VI veio para Praia Grande descansar. Com o alvará de 10 de maio de 1819, promoveu a povoação à categoria de Vila Real da Praia Grande. Instalada em 11 de agosto do mesmo ano, recebeu, dentre as Vilas instituídas pelo primeiro quartel do século XIX, tratamento especial do rei. A Vila englobou as freguesias de São João Batista de Icaraí, São Sebastião de Itaipu, São Lourenço dos Índios e São Gonçalo. Ganhou maior importância com a nomeação do primeiro Juiz de Fora, José Clemente Pereira, que elaborou um plano urbanístico que outras cidades do Brasil desconheciam.
            Em 12 de agosto de 1834 foi promulgado o Ato Adicional, que modificou a Constituição de 1824, em alguns artigos: as províncias tiveram mais autonomia, foi estabelecido o governo de um só regente. A província do Rio de Janeiro (município neutro), deixou de ser a capital da província do mesmo nome.
            Foi então que se escolheu para nova sede da província do Rio de Janeiro, do outro lado da Baía de Guanabara, a Vila Real da Praia Grande (depois de disputar com Campos e Porto das Caixas-Itaboraí). Por decreto imperial de 23 de agosto de 1834 foi a Vila Real da Praia Grande designada para local de reunião da Primeira Assembléia Provincial, instalada a 1º de fevereiro de 1835. Em 26 de março do mesmo ano a Assembléia votou a lei nº 02 criando a província Fluminense, com a Vila Real da Praia Grande, como capital e a lei nº 06 de 28 de março de 1835, elevou-a à categoria de cidade com nome de Nictheroy (Niterói).
            Em 22 de agosto de 1841, na primeira visita oficial à Niterói, D. Pedro II, em agradecimento à boa acolhida à sua família, resolveu conceder à cidade o título de “Imperial Cidade”. A partir de 1845, o Barão de Mauá, fundou na Ponta da Areia e nas ilhas próximas de São Lourenço, grandes estaleiros.
            Foi intensa a participação dos niteroienses na campanha abolicionista e republicana. Destacaram-se vários políticos, jornalistas, poetas e outros. Na cidade, existiram sociedades, clubes e foram realizados congressos em prol da Abolição e da Proclamação da República. Vários niteroienses participaram desses movimentos e passaram para a história do Brasil.
            Durante o período de 6 de setembro de 1893 a 13 de março de 1894, Niterói sofreu com o movimento revolucionário da esquadra do porto do Rio de Janeiro, dirigido pelo Almirante Custódio de Melo. A chamada Revolta da Armada transformou completamente a cidade. O historiador Felisbelo Freire disse: “A resistência de Niterói é uma das belas páginas da Revolta da Armada e que lhe deu o título de Cidade Invicta”.
            A Lei nº 50 de 30 de janeiro de 1894, transferiu a capital do Rio de Janeiro, de Niterói para a cidade de Petrópolis, mas o decreto nº 801, de 6 de junho de 1903, assinado pelo presidente do Estado do Rio de Janeiro, Quintino Bocaiúva, restabelece a capital em Niterói. Em 4 de janeiro de 1904, era criada a prefeitura de Niterói, pelo presidente do Estado Dr. Nilo Peçanha. E o primeiro ocupante foi o Dr. Paulo Alves.
            Em 1906, os bondes, antes puxados a burro, foram eletrificados, serviço inaugurado pelo presidente da República Rodrigues Alves. Com a inauguração do primeiro trecho de iluminação elétrica, surgem os grandes estaleiros e inúmeras fábricas em Niterói.
            Dois anos após, isto é, em 1908, tem início no nosso município o sistema bancário, com a fundação do banco do Comércio do Rio de Janeiro, com duração efêmera. Foi construída a Alameda São Boaventura, o edifício da prefeitura, o paredão nas praias de Gragoatá, Flechas e Icaraí, implantado o sistema telefônico, executada a pavimentação a paralelepípedo de ruas do Centro e de várias outras ruas, além de outras grandes obras.
            Em 1908, inaugurada a estação Hidroviária, com a Companhia Cantareira com nova frota de barcas. Em 1912, foram fundadas a Faculdade de Direito e a Faculdade de Farmácia e Odontologia. No início da década de 20, criou-se a Associação Médico-Cirúrgica Fluminense. Em 1926, a Faculdade de Medicina, dez anos depois, a Faculdade de Medicina Veterinária.
            Na mesma década, durante o governo do Dr. Feliciano Sodré, construiu-se a Praça da República, que abrigava o Palácio da Justiça, a Assembléia Legislativa, o hoje Liceu Nilo Peçanha e a Secretaria de Segurança Pública. Na década seguinte, a Biblioteca Estadual e o Arquivo Público, ambos inaugurados em 1935.
            Em 1940, com a abertura da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, o centro da cidade chegou à modernidade, e passou a ter vida noturna. As casas de diversão se multiplicaram, dando ênfase ao Hotel Cassino Icaraí, em cujo “grill-room” se apresentaram dezenas de artistas famosos. Já na década de 50, nasce a Faculdade de Engenharia e é inaugurada a rodoviária que sediou também o departamento estadual de estradas de Rodagem.
            Nos últimos anos, Niterói vem se desenvolvendo com a construção de túneis, estradas, a ponte Niterói-Rio, praças, parques, colégios, a modernização dos transportes, comércio atuante, implantação de indústrias mais variadas, locais de lazer e outros progressos.
            Em 1975, ocorreu a fusão do Estado do Rio de Janeiro com o estado da Guanabara. Niterói deixou de ser a capital do Estado do Rio. Porém, continuou progredindo: cresceu sem grandes saltos, paulatinamente. Apesar de estar bem próxima da cidade do Rio de Janeiro, manteve suas características peculiares.
            Atualmente, possui extensa rede de ensino, abrigando várias Universidades, entre elas a UFF (Universidade Federal Fluminense), a Universo (Universidade Salgado de Oliveira), a Universidade Cândido Mendes, a Universidade Estácio de Sá, a Universidade Anhanguera (antiga Universidade Integrada Plínio Leite), as Faculdades Maria Teresa e outras instituições de nível superior. Podemos ainda observar uma rede bancária eficiente, comércio atuante, indústria razoável, transporte satisfatório e outros segmentos.
            A história de Niterói é história do próprio Brasil. Os fatos e personagens dessa história fazem parte da cultura do nosso povo e servirão de ensinamento para novas gerações.

Cristina Pontes é professora, arquivista, pedagoga, gestora da Rede Municipal de Niterói, escritora, pesquisadora e historiadora. É sócia efetiva do IHGN (Instituto Histórico e Geográfico de Niterói), sócia fundadora do IHGBJ (Instituto Histórico e Geográfico de Bom Jardim) e sócia correspondente da AGLAC (Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências).      




Salvador Mata e Silva é professor, orientador educacional, jornalista, historiador, historiógrafo, pesquisador, biógrafo, escritor, ensaísta, cronista, poeta, trovador, acadêmico e comendador. Foi fundador de vários institutos históricos, como o Instituto de Pesquisa, estudos e Desenvolvimento de São Gonçalo, e co-fundador da Associação Niteroiense de Escritores. Além disso, é membro da Academia Niteroiense de Letras, Academia Fluminense de Letras e Academia de Ciências e Letras do Estado do Rio de Janeiro, entre outras instituições. É colaborador do Colégio Brasileiro de Genealogia e membro do Conselho Municipal de Cultura do Município de São Gonçalo.



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Na Linha do Tempo - Julho de 2014

Por Rafael Maia

“Pouco antes de morrer, no leito do hospital, minha avó Alda segurou minha mão e pediu que eu cuidasse de Francisco e Clara, o casal de gatos que ela havia adotado um ano antes. Eu prometi, mas disse a ela que não se preocupasse ainda, pois demoraria até eu precisar cumprir a promessa. Não demorou. Só lamento que na colônia espiritual onde ela se encontra não tenha Facebook, para que ela veja o cumprimento da minha promessa. Hoje (1º/7) ela faria aniversário, mas o presente eu é quem ganhei desde que os dois pequenos vieram para minha casa. Obrigado Vó, eu te amo”.

Rafael Maia, 32 anos, carioca, jornalista, devoto de São Francisco e neto saudoso



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