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domingo, 19 de abril de 2015

Coluna Música no Ar - Abril 2015

Por  KAKAO Figueiredo
KKO.Studio
21 2711-3104

@O grupo de samba e pagode “Vou Zuar” está fazendo o maior sucesso por onde passa. Sua nova música de trabalho “Salseiro” já está tocando nas rádios e tem o seu clipe promocional bombando na internet. Carlos Vieira (banjo/voz), os gêmeos Thiago Paiva (pandeiro/voz) e Bruno Paiva (reco-reco/vocal), Brenno Souza (tantã), Vitor Naegele (surdo) e Pedro Mothé (percussão) juntamente com uma banda profissional de primeira linha, vem se apresentando em palcos de respeito e colocando o povo para cantar e dançar.
As músicas “Rebola” e “Voyer” também estão tocando nas rádios e fazendo sucesso com seus clipes na internet. Vale a pena acompanhar a rapaziada do Vou Zuar e prestigiar os shows. É alegria na certa!

@ Os fãs do guitarrista do Angra Kiko Loureiro estão felizes com a notícia da entrada do músico na banda Megadeth. Não é preciso dizer o quanto uma novidade como essa faz bem ao cenário brasileiro. Talvez a mídia internacional comece a ficar mais curiosa sobre que é feito por aqui, Mas lógico, o maior beneficiado será o próprio Angra. Provavelmente muitos headbangers americanos que não os conheciam irão começar a se interessar, ir atrás e quem sabe, tornar-se novos fãs. Os brasileiros têm agora um músico brasileiro numa das maiores bandas de heavy metal do mundo e vamos torcer para o próximo álbum realmente vir à altura das expectativas. É a guitarra brasileira em destaque mundial.


@ O ex-Beatle Ringo Starr anunciou o lançamento de "Postcards From Paradise", seu 18° álbum, sucessor de "Ringo 2012" para este ano de 2015.
O álbum terá 11 faixas originais e é o primeiro a incluir uma canção escrita e gravada por Ringo Starr e sua All Starr Band. O novo trabalho foi produzido por Ringo e gravado no estúdio de sua casa em Los Angeles e, como sempre, apresenta amigos e familiares como convidados, entre eles, Joe Walsh, Benmont Tench, Dave Stewart, Ann Marie Simpson, Richard Marx, Amy Keys, Peter Frampton, Nathan East, e Glen Ballard. Ringo diz que a sonoridade do álbum e as composições lembram e tem influências das músicas dos Beatles. Vamos conferir!




sábado, 14 de junho de 2014

Banda Fine Rock apresenta show “Quatro Cantos”

Banda Fine Rock (foto: divulgação)
Nesta quarta-feira, dia 18 de Junho, véspera de feriado, o Gold Coast Australian Pub recebe a Banda Fine Rock. Os músicos Flávio Farias (voz), Eduardo Volks (guitarra e voz), Rogério França (bateria) e Marcelo Val (contrabaixo) formam a banda Fine Rock. Os músicos apresentam o show “Quatro Cantos”, onde a banda explora a qualidade individual de seus componentes interpretando grandes sucessos da música americana, britânica e australiana.
No repertório, sucessos de artistas renomados como Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, Metallica, Live, Sublime, Eagle-Eye Cherry, Gin Blossoms, R. E. M., Sister Hazel, Joe Satriani, Midnight Oil, Men At Work, Hoodoo Gurus, Spy vs. Spy, entre outros.
O evento tem início às 21 horas, e a banda sobe ao palco pontualmente à meia-noite. Antes, nos intervalos e após o show, Alex DJ comanda as pick-ups com mais do estilo.
Os ingressos estão a R$ 30,00. O Gold Coast Australian Pub fica na rua Dr Leandro Motta, 144, no Jardim Icaraí. Mais informações no telefone: (21) 2710-6190

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Niterói e o Rock and Roll (o clássico)


Por  Renato Barreto (Rio Blues)
Hoje fui surpreendido por um pedido inusitado do meu amigo e irmão Mario Dias, valoroso e célebre repórter das antigas (O Dia e a Notícia), que me entrevistou em épocas remotas, quando eu era um violonista aficionado da MPB.
Ele me pediu que escrevesse um artigo sobre o Rock and Roll em Niteroi, desde os últimos 30 anos.  Perguntei qual a extensão do texto e ele me respondeu: “Não é muita coisa, não.  Uma lauda e meia”.
Pânico:  Afastado dos concursos oficiais desde mais ou menos 1975, eu não tinha a menor idéia de quanto era “uma lauda e meia”. Pior que isto:  Eu não tive coragem de perguntar.  Mas, BINGO, o Google tá aí e se o Aurélio era o PAI DOS BURROS, o Google se transformou no PAI DOS BURROS, BOSSAIS E IGNORANTES, condição na qual me encontrava naquele momento.
Fiquei então ressabendo que uma lauda são 25 linhas com 65 caracteres mais ou menos.  Até aqui, já gastei quase um terço de lauda e não disse nada sobre o assunto solicitado.  Sendo assim, urge começar.
Mário, você me solicitou o rock de 30 anos atrás,  mas, convenhamos, não tem o menor sentido falarmos do rock dos anos 80 sem falar de suas origens.
Em 1964, minha avó me presenteou com uma pérola chamada BEATLES AGAIN.  Foi o primeiro de uma série de “n” LPs que constituíram uma coleção fantástica de hits e de lembranças da minha adolescência.  Iniciada ao som de Beatles, Rolling Stones, Monkeys, Birds, Mamas & Papas, Bad Finger e vários outros, garotos cabeludos e de calças onde não passava uma laranja enlouqueciam as meninas do Central, do Regatas, dos Pioneiros, IPC, Marieta e vários clubes de bairros onde o sonho entrava pelos ouvidos e nos transformava em celebridades de cinco minutos.
Garotos como Cássio e Dalto (Lobos), Ruy Motta e eu (Corujas), Chiquinho (Mesmos), Arthurzinho (irmão da Renata do Quarteto Nova Era) e Neném (Anjos),  Helinho e Kastrup (Corsários) e dezenas ou centenas de outros cabeludinhos com suas calças Saint Tropez caminhavam pelas ruas de Icaraí e curtiam Simon & Garfunkel tocando nos alto-falantes que eram colocados nos postes da praia, na versão “de cá” da Feira da Providência.
De lá pra cá vimos nascer bandas como Barão Vermelho, Paralamas, Skank, J Quest, Ultrage a Rigor, Gang 90, Plebe Rude, Kid Abelha, no lado nobre da mídia e do lado de cá, mais modestas, mas também com grande brilho e amor pela arte, Linear, Gustavo Canal, Rainha da Noite, Paulinho Guitarra (Ed Motta), com seu projeto solo, Zé Maurício, Colorado Country e algumas outras que minha tenra idade me permite esquecer, mas que o coração jamais deixará de sentir.
Como disse acima, sempre com amor à arte e a vontade de demonstrar que o Rock corre em nossas veias e imaginações. E desse jeito, na raça, no grito, algumas vezes com as vozes e até com as cordas enferrujadas, a gente vai criando e tocando onde conseguimos.  Muitas vezes, de graça ou até pagando.  É o amor e o desejo de mostrar aquilo que somos por dentro, a nossa verdadeiraessência.
Durante toda a minha vida profissional eu fui economista nas horas vagas porque lá dentro do peito pulsava a vontade imperecível de agarrar uma guitarra e rugir acordes e trinados furiosos, a alma de um verdadeiro eterno adolescente.Atualmente não uso mais uma HP-12C financeira.  Disparo pelas BRs do nosso Brasil e, em eventos de motociclismo, cumpro o meu destino:  Tocar Rock & Blues.
Elá longe, ainda escuto aquele guri implorando para  sua avó:  Compre aquela guitarra pra mim e eu serei igual aos Beatles. Dona Nair, eu não fiquei bilhardário como eles, mas fiquei feliz como só o rock and roll e o blues podem nos tornar.
E por falar em Blues, (tio avô do rock and roll) seria demeritante para o meu texto, não falar em BB King, Eric Clapton Steve Ray e, mais pra cá, Celso Blues Boy, Big Joe Manfra, Jefferson Gonçalves e vários outros monstros sagrados do Blues do planeta.
E assim, de dó em dó, de sol a sol e de lá pra cá, o rock continua vivo, pulsando, alegre e estilizado apesar de seus já mais de 60 anos de idade.