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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

CLUBES - Shows e eventos agitam o Clube Naval

Elvis Presley e Beatles em programação do Clube

O Clube Naval de Charitas terá no sábado, dia 6 de setembro, mais uma noite inesquecível, com o show “Elvis meets The Beatles”. O evento lembra os 37 anos sem Elvis, e terá início às 22h. Segundo o Comodoro do Clube, o comandante Fernando Almeida, os convites já estão à venda, com uma grande procura.
Os ingressos para sócios estão saindo por R$30,00, e não-sócios, R$40,00. Para o camarote, os sócios pagam R$40,00, enquanto que não sócios, R$50,00.
Mais informações sobre o show pelos telefones (21) 2109 8109/ 8110 ou ainda pelo site www.cncharitas.org.br

  

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Música no ar - Eurythmics em homenagem aos Beatles

Por Kakao Figueiredo

@ A dupla inglesa Eurythmics vai voltar a ativa para homenagear os Beatles. Annie Lennox e Dave Stewart voltaram e vão se apresentar num show organizado pela recording Academy, responsável pelo Grammy.

O concerto vai ser transmitido e gravado pela CBS dia 9 de fevereiro. Vai ter as participações de Alicia Keys, Maroon 5 e John Legend. O show presta uma homenagem a apresentação dos Beatles, no ED Sullivan Show em 1964, que é dito como a “ Noite que Mudou a America”. Eurythmics ganhado do Grammy vendeu mais de 75 milhões de discos e fizeram a sua última apresentação em 2000. Um show para se ver em DVD e Blu Ray.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Niterói e o Rock and Roll (o clássico)


Por  Renato Barreto (Rio Blues)
Hoje fui surpreendido por um pedido inusitado do meu amigo e irmão Mario Dias, valoroso e célebre repórter das antigas (O Dia e a Notícia), que me entrevistou em épocas remotas, quando eu era um violonista aficionado da MPB.
Ele me pediu que escrevesse um artigo sobre o Rock and Roll em Niteroi, desde os últimos 30 anos.  Perguntei qual a extensão do texto e ele me respondeu: “Não é muita coisa, não.  Uma lauda e meia”.
Pânico:  Afastado dos concursos oficiais desde mais ou menos 1975, eu não tinha a menor idéia de quanto era “uma lauda e meia”. Pior que isto:  Eu não tive coragem de perguntar.  Mas, BINGO, o Google tá aí e se o Aurélio era o PAI DOS BURROS, o Google se transformou no PAI DOS BURROS, BOSSAIS E IGNORANTES, condição na qual me encontrava naquele momento.
Fiquei então ressabendo que uma lauda são 25 linhas com 65 caracteres mais ou menos.  Até aqui, já gastei quase um terço de lauda e não disse nada sobre o assunto solicitado.  Sendo assim, urge começar.
Mário, você me solicitou o rock de 30 anos atrás,  mas, convenhamos, não tem o menor sentido falarmos do rock dos anos 80 sem falar de suas origens.
Em 1964, minha avó me presenteou com uma pérola chamada BEATLES AGAIN.  Foi o primeiro de uma série de “n” LPs que constituíram uma coleção fantástica de hits e de lembranças da minha adolescência.  Iniciada ao som de Beatles, Rolling Stones, Monkeys, Birds, Mamas & Papas, Bad Finger e vários outros, garotos cabeludos e de calças onde não passava uma laranja enlouqueciam as meninas do Central, do Regatas, dos Pioneiros, IPC, Marieta e vários clubes de bairros onde o sonho entrava pelos ouvidos e nos transformava em celebridades de cinco minutos.
Garotos como Cássio e Dalto (Lobos), Ruy Motta e eu (Corujas), Chiquinho (Mesmos), Arthurzinho (irmão da Renata do Quarteto Nova Era) e Neném (Anjos),  Helinho e Kastrup (Corsários) e dezenas ou centenas de outros cabeludinhos com suas calças Saint Tropez caminhavam pelas ruas de Icaraí e curtiam Simon & Garfunkel tocando nos alto-falantes que eram colocados nos postes da praia, na versão “de cá” da Feira da Providência.
De lá pra cá vimos nascer bandas como Barão Vermelho, Paralamas, Skank, J Quest, Ultrage a Rigor, Gang 90, Plebe Rude, Kid Abelha, no lado nobre da mídia e do lado de cá, mais modestas, mas também com grande brilho e amor pela arte, Linear, Gustavo Canal, Rainha da Noite, Paulinho Guitarra (Ed Motta), com seu projeto solo, Zé Maurício, Colorado Country e algumas outras que minha tenra idade me permite esquecer, mas que o coração jamais deixará de sentir.
Como disse acima, sempre com amor à arte e a vontade de demonstrar que o Rock corre em nossas veias e imaginações. E desse jeito, na raça, no grito, algumas vezes com as vozes e até com as cordas enferrujadas, a gente vai criando e tocando onde conseguimos.  Muitas vezes, de graça ou até pagando.  É o amor e o desejo de mostrar aquilo que somos por dentro, a nossa verdadeiraessência.
Durante toda a minha vida profissional eu fui economista nas horas vagas porque lá dentro do peito pulsava a vontade imperecível de agarrar uma guitarra e rugir acordes e trinados furiosos, a alma de um verdadeiro eterno adolescente.Atualmente não uso mais uma HP-12C financeira.  Disparo pelas BRs do nosso Brasil e, em eventos de motociclismo, cumpro o meu destino:  Tocar Rock & Blues.
Elá longe, ainda escuto aquele guri implorando para  sua avó:  Compre aquela guitarra pra mim e eu serei igual aos Beatles. Dona Nair, eu não fiquei bilhardário como eles, mas fiquei feliz como só o rock and roll e o blues podem nos tornar.
E por falar em Blues, (tio avô do rock and roll) seria demeritante para o meu texto, não falar em BB King, Eric Clapton Steve Ray e, mais pra cá, Celso Blues Boy, Big Joe Manfra, Jefferson Gonçalves e vários outros monstros sagrados do Blues do planeta.
E assim, de dó em dó, de sol a sol e de lá pra cá, o rock continua vivo, pulsando, alegre e estilizado apesar de seus já mais de 60 anos de idade.