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quinta-feira, 14 de maio de 2020

O Coronavírus e Eu


Diferentes relatos de pessoas que estão tendo suas vidas diretamente afetadas pela pandemia 

Infelizmente, a pandemia de Coronavírus avança em nosso país: até o fechamento desta edição, o Brasil já contabilizava mais de 177 mil casos confirmados, e mais de 12 mil óbitos registrados oficialmente. O impacto do Covid-19 em nossa sociedade é imenso: cada número nas estatísticas também reflete uma família que aguarda por notícias ou que enterra um ente querido sem direito a velório.
O jornal CASA DA GENTE trouxe à tona os relatos de pessoas que nos contam como esta doença atravessou e modificou de alguma forma as suas vidas, nestes últimos dois meses. São histórias de luta, recomeços e perdas, num momento em que precisamos ter atenção redobrada - e mais do que nunca - seguir as recomendações das autoridades médicas, com objetivo de evitar um colapso dos serviços de saúde, e sobretudo, de salvar vidas.

Reila Taline Saraiva de Jesus
(foto Acervo Pessoal) 
Reila Taline Saraiva de Jesus
Médica plantonista do setor de Terapia Intensiva para pacientes com COVID-19, no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói
Sabe a frase que diz que as pessoas só vão se importar quando os números virarem nomes? Para quem trabalha na saúde, eles são sempre nomes.
Para quem trabalha em CTI, como eu, infelizmente perder vidas acontece. Nunca por falta de esforço nosso. Mas nem sempre a gente ganha. Chegar num plantão, receber os casos de um colega exausto, dizendo que fez tudo e mais um pouco pelo "paciente do leito 4" (para evitar nomes aqui) mas ele não respondeu a nada, já é difícil. Você já se sente vencida, antes da sua batalha começar.
Aí vai direto para assistência desse paciente, e em meia hora o coração dele pára, você tenta de tudo, mas sabe que seu colega já tentou de tudo também, sabe que essa batalha está perdida, vence a negação, fecha os olhos do paciente e diz: "descanse em paz".
A enfermagem começa a "preparar o corpo" e você não tem tempo para se recompor, porque tem um paciente grave entrando porta adentro. Checa o tubo, instala as drogas, ajusta o respirador, colhe exames, lembra de tudo que já estudou, de todos os pacientes anteriores que já te ensinaram um pouquinho, e faz o melhor tratamento possível para aquele paciente. Segue reavaliando o mesmo a noite toda, feliz com cada décimo de melhora que consegue. Vai atender os outros pacientes do setor enquanto chega o maqueiro para levar o "paciente do leito 4" e entra a "menina da limpeza" para higienizar o leito para o próximo que precisa da "vaga".
Quando dá para sentar, você revê tudo o que fez, vê se não está faltando nada, e aí, alguém te lembra: "Você jantou? Não!" São mais de 2 da manhã , melhor comer algo porque pode chegar outro grave. Volta para o setor, os pacientes todos estão um pouco melhores, dá uma pequena sensação de dever cumprido, e você se permite descansar por algumas horas.
No dia seguinte, recomeça tudo. Examina todo mundo, checa exames, ajusta drogas, libera prescrição, e pensa em almoçar. Não pode. Está subindo paciente. Chega gravíssimo. Jovem, teve uma parada cardíaca ontem. Já com tubo, exames indicando diálise, coração precisando de ajuda para continuar batendo. Telefone tocando ensandecido com pessoas querendo notícias. Afinal, ele estava ótimo até ontem, em casa.  Você chama o nefrologista, enfermagem monta todas as drogas que precisa,  diálise começa, paciente responde com discreta melhora, você segue investindo tudo. Lá pelas 15h30, você consegue sair para almoçar. Fala com os familiares que estão querendo invadir o hospital, explica tudo, pede compreensão pelo momento que estamos vivendo que impede a visita, e volta pro trabalho.
Mais um paciente chegando, esse está menos grave, acordado, dá até pra bater um papo com ele, fica feliz e agradece pela atenção, pela conversa, marca de trazer uma pizza quando tiver alta. Você ri. Não pode. Mas agradece a oferta. Pede licença porque é momento de rever todo mundo.
Colhe novos exames, todo mundo piorou. Recomeça do zero com todos eles. Parece que você não fez nada nas últimas 23h. O novo "paciente do leito 4" 'isquemiou' o cérebro. A parada cardíaca de ontem deixou mais seqüelas do que se previa. E você nada podia fazer, desde o início, mas como saber? Chega o colega pra assumir o plantão. E agora você é a médica exausta do início passando os casos pra ele e dizendo que fez de tudo e mais um pouco pelo "paciente do leito 4" e ele não respondeu. Desânimo define. Mas um paciente acordado reconhece seu esforço, abre um sorriso e te deseja um bom descanso. Percebo que ele está falando mais cansado do que estava antes. Saio torcendo muito para que ele não precise do tubo.
Depois disso tudo, vocês acreditam que a gente consegue sair do hospital e simplesmente ir para casa, tomar um banho demorado, preparar um jantar, assistir uma série, responder mensagens, checar email e afins? Vida "normal". Precisamos desenvolver essa capacidade de nos blindar para seguir de pé e trabalhando.
Pois bem, quando eu chegava no meu prédio, tinha um cara que sempre estava de bom humor, se levantava para abrir o portão para mim, perguntava dos meus amigos e da minha família, me contava até que meu cachorro já tinha voltado do passeio, me entregava os lacres de latinhas que ele recolhia com todos os amigos, desde que descobriu que eu destinava através de uma ONG, a um projeto que troca os lacres por cadeiras de rodas para quem precisa.
Como atualmente não estou no meu prédio, a última vez que fui lá, eu o vi, e ele me contou da viagem de férias que fez, disse não entender porque quem podia não estava cumprindo direito o isolamento, e que os trabalhadores estavam perdidos porque os ônibus e trens continuavam lotados, sem condições de manter o afastamento adequado. Disse-me com um sorriso que já tinha dado entrada no processo de aposentadoria, que estava só esperando sair para poder se isolar em casa. Eu brinquei que ele ainda era muito novo para parar de trabalhar, e que eu ia sentir falta dele, mas que ele merecia curtir a vida, afinal acordava às 4h30 da manhã dia sim, dia não para estar pontualmente às 7h na portaria do prédio. Mas confesso que não dei a atenção que eu dava sempre, estava preocupada também, na correria para me isolar de novo logo. Que arrependimento.
Alguns dias depois, meu irmão me avisa que ele estava se sentindo mal, mas que deitou, melhorou e o filho veio buscá-lo. Falei para mandar ele pro hospital, mas o filho disse que ele não quis. No próximo turno, ele não apareceu. O filho informou que foi internado, que estava grave no CTI. Foi transferido para o setor de isolamento. Não podia receber visitas. As notícias diárias não eram boas. E, no meio de um desses meus plantões caóticos, descubro que ele não resistiu. Desmoronei. Me permiti chorar por 5 minutos. Mas fui chamada porque tinha paciente "descompensando". Virei a chave e fui trabalhar. Guardei a dor para sofrer depois.
Se escrevo este texto, é para que as pessoas entendam algumas coisas. O isolamento, quando possível, é para salvar a você e às outras pessoas. Se você sair, o vírus vai te usar para chegar em alguém, que pode ou não ser conhecido seu, e pode ou não resistir à doença.
Sejam gentis sempre. Com todo mundo. O tempo todo. A gente realmente nunca sabe quando vai ser a última vez que verá aquela pessoa.  Fiquem em casa. Se tiverem que sair,usem máscaras, álcool gel, lavem as mãos. Se protejam, e protejam quem não pode ficar em casa também.
Essa doença é muito cruel. Muita gente já morreu, muita gente está morrendo, muita gente vai morrer.  Se o que faltava para vocês eram os números virarem nomes, lembrem-se então do Sr. Idemar, meu porteiro.

Beth Formaggini
(foto Ratão Diniz)
Beth Formaggini
Documentarista

Comecei a sentir os sintomas do Covid-19 mais ou menos no dia 10 de abril. Eu já estava há três semanas de quarentena: tenho mais de 60 anos, sou hipertensa e pré-diabética. Eu fiquei bem quieta em casa, pedindo comida e compras, fortalecendo sempre a rede de pequenos comerciantes. Quando descobri que estava doente, a minha comadre, a chef Anete, trazia comida e refeições pra mim, e meus amigos criaram uma rede de apoio - porque eu moro sozinha, e estava muito cansada para cozinhar.
Tudo começou porque minha mãe teve um problema de saúde grave - não foi o Covid. O médico foi na casa dela, dona Helyete Versiani tem 91 anos, e ele disse que tinha que internar, não tinha jeito. Fui com ela para o Copa D'Or, e fiquei 48h com ela lá. Durante o acompanhamento da minha mãe no hospital, tive sintomas de sinusite, com muita dor de cabeça, e precisei arranjar alguém para me render. Fiquei em casa passando muito mal, e cinco dias depois, comecei a ter os sintomas mais específicos: tosse, cansaço, dor muscular, febre baixa e a coisa foi evoluindo. Eu procurei minha médica clínica geral, que falou para eu ficar em casa, em repouso, e se tivesse problemas respiratórios, iria para o hospital. Passei a me tratar também com uma infectologista via telemedicina, que me ligava duas a três vezes por dia, e ela me enviou um oxímetro. Quando a oxigenação ficou deficiente, ela orientou que eu me internasse. Minha vizinha - que também é medica, e já tinha tido Covid-19 - me ajudou, e me levou para o hospital. Eu cheguei lá e desmaiei, com pressão baixa, e fui internada imediatamente.
Fiquei na Casa de Saúde São José, no Rio. Foram 12 dias de hospital, e uma semana em casa. O dia a dia no hospital era de muitas "picadas": tomando remédios, anti-coagulante, antibióticos, febre, cansaço. Foi muito difícil. Eu não precisei ser entubada, mas tinha uma máscara de oxigênio a todo momento. Gostaria de agradecer à dedicação da enfermagem, funcionários, limpeza, médicos, uma dedicação muito grande, correndo risco de se contaminarem. Foi um período em que me senti muito debilitada, mas tive muito apoio. No terceiro dia, consegui ter acesso ao meu celular, e vi uma corrente muito grande de amigos, conversava com a minha família, meus filhos, minhas netas. A família me ligava todos os dias, mesmo quando estava muito mal, eu atendia.
Enquanto isso, minha mãe seguia também internada, sem mim, com uma cuidadora. Quando comecei a respirar sem o oxigênio, eu tive alta. Lamento que todas as pessoas que estão doentes não tenham o mesmo atendimento que eu. A doença tem sido fatal principalmente entre as pessoas com menos condições de acesso à saúde, mesmo com o trabalho imenso do SUS, e merece todo nosso elogio e apoio. É uma realidade muito desigual.
Saio do hospital, com cada vez mais certeza de que precisamos lutar por uma justiça social, por um acesso de todos à Educação, à Saúde, ao trabalho, melhores condições de moradia, lutar contra o modelo econômico, exploração de recursos naturais, este capitalismo selvagem que não prioriza os seres humanos, a natureza, o meio ambiente, e sim à esta exploração, não só do trabalho, mas também dos recursos naturais. Cada vez mais me convenço que isso tem que mudar.
Durante a minha internação, alguma coisa me dizia: "você tem muitas boas lutas para lutar, banho de cachoeira pra tomar, seus amigos para abraçar, sua família, muito amor em volta. Você tem que conseguir voltar pra casa". Continuo com acompanhamento médico, e são muitas seqüelas: sua pressão fica louca, você tem dores nas articulações, continua tossindo.
Depois que você passa por uma situação grave, cada coisa mínima do cotidiano conta, ganha um novo valor: a primeira coisa que fiz  quando cheguei na minha casa foi um café expresso. Pra mim, aquilo era um sonho: estar em casa e tomar um café. Molhar as plantas no terraço ao cair da tarde, vendo a lua já no céu, e ver que a horta cresceu bastante e as plantas agüentaram bem a seca, e vão sobreviver. Deitar na rede 'útero' e enfim descansar. Estou ainda esperando que tudo melhore. A minha mãe voltou pra casa, estamos também acompanhando a melhora dela. Ainda bem ela não desenvolveu nenhum sintoma do Covid-19.
Acho que o confinamento é a única solução. É uma doença muito grave, que tirou a vida de milhares de pessoas no Brasil, com a falta de responsabilidade do governo federal, que insiste priorizar fatores econômicos, em detrimento de políticas de confinamento. As pessoas se amontoando nas portas dos bancos, uma necropolítica.
Eu, por exemplo, não estou mais contaminando ninguém, e em tese já tenho anticorpos, mas vou seguir o confinamento, porque eu posso transportar o vírus: uma mão na maçaneta, no banco do táxi, na mesa que minha mãe ou qualquer pessoa come já é o suficiente. É um exercício de cidadania ficar em casa, para diminuir esta curva, porque cada pessoa contaminada, transmite para 4 a 5 pessoas, a taxa é altíssima. Estas que estão andando pela rua são irresponsáveis, pois não tem amor ao próximo, nem a si mesmo ou à sua família.
Além de solidariedade com as pessoas que têm menos condições que nós, temos que ficar quietos em casa, e diminuir a probabilidade desta doença se espalhar. Fique em casa, este é o meu conselho principal. Leia, estude, se comunique com seus entes queridos por telefone e internet. Se não fosse a cultura, talvez eu não estaria aqui: recebi filmes, músicas, livros, e principalmente o amor dos amigos e família. Só tenho a agradecer a todos eles.

Márcia Demézio
(foto/Acervo pessoal)
Márcia Demézio

Jornalista

No dia 14 de março, meu irmão do meio, José Geraldo, completou 50 anos, e fizemos uma festa que reuniu a família e poucos amigos. Este foi o último e derradeiro encontro de nossa família: a partir daí, nossa vida virou de cabeça pra baixo.
Era o início do distanciamento social: lembro que colocamos um spray de álcool gel, e chegamos a duvidar se manteríamos a festa, até que decidimos que sim, porque eram poucas pessoas, e naquela época, falava-se ainda muito pouco de casos de Covid.
Naquele dia, meu outro irmão mais novo,  Marcelo, que tem 43 anos, estava doente. Ele havia voltado de uma viagem de Carnaval, em Paraty, e alguns dias depois, começou a ter diarréia. Em seguida, começou a ter febre, foi numa emergência e passaram um antibiótico. Como não melhorava, ele foi ao hospital numa segunda vez, e alteraram a medicação.
No dia 15, que era um domingo, a minha mãe, Maria do Carmo, e meu pai, Benedito, estavam meio gripados também, e reclamaram de cansaço. No dia 19 de março - ou seja, 4 dias depois - a cunhada ligou para avisar que meu irmão estava desmaiando e passando muito mal. Ao chegar no CHN, ele foi para a UTI, e encaminhado para o isolamento, onde fizeram uma bateria de exames. Foi quando acenderam a suspeita de coronavírus. Foi uma loucura, porque ele não apresentou os sintomas clássicos: tosse e falta de ar.
Paralelamente, minha mãe começou a ficar doente, com diarréia, e chegou a ir a uma consulta médica, mas como o pulmão não apresentava alterações, foi medicada com antibióticos. Quando terminou o ciclo, ela melhorou, e seguimos o foco no nosso irmão, que na ocasião aguardava o resultado da Covid, que sairia em 5 dias.
Da direita para a esquerda: Márcia Demézio (de vestido, no canto)
com sua mãe, Maria do Carmo, seu pai, Benedito, e toda sua família
reunida. Seu irmão mais novo, Marcelo, está ao centro (de cabeça raspada
e blusa polo cinza) - foto Acervo pessoal da família
Alguns dias depois, logo após sair o resultado positivo para Covid do nosso irmão mais novo, ele precisou ser entubado e o estado se agravou muito, chegando a um ponto crítico, preocupando inclusive à equipe médica. Apelamos aos amigos e à Deus, e pedimos a todos uma corrente de oração, porque era uma situação realmente delicada.
Paralelamente, meu pai que tem 83 anos, e que sempre foi muito ativo, estava prostrado. Já era dia 26 de março, e nós pensávamos que era depressão, por conta do nosso irmão. Ele parecia meio desorientado, mas não estava com falta de ar, e nem tinha febre, por isso não desconfiávamos de nada.
No dia 30 de março, meu irmão começou a melhorar, ao mesmo tempo que conseguimos uma médica para examinar nosso pai em casa. E para nossa surpresa, quando ela auscultou meu pai, disse que o pulmão não estava bom, e que tinha de ir urgente para emergência. Como ele era da Marinha, levamos ele para o Hospital Marcílio Dias, no Rio. Quando fizeram a tomografia, o pulmão estava com aspecto típico de Covid. Ele foi internado numa ala de isolamento, e no dia seguinte, precisou ser entubado. Apesar de apresentar durante alguns dias uma melhora, na manhã do domingo de Páscoa, dia 12 de abril, recebíamos a notícia de que ele havia falecido.
Meu pai tinha diabetes controlada, se cuidava muito, e de repente,  ele estava numa área isolada, sem a gente poder visitar. A gente sofreu muito: se não fosse esse vírus ele estaria conosco. Outra coisa extremamente difícil é não fazer velório, e nem ao menos nos despedir dele. No enterro, só tinha meu irmão, a minha irmã e minha filha, tudo muito rápido. Uma morte solitária. É tudo muito triste.
Em compensação, meu irmão estava ficando bem no outro hospital. No dia seguinte à morte de nosso pai, ele foi desentubado. Enquanto uma pessoa querida morria, a outra renascia. Dois dias depois de meu irmão ter alta, minha cunhada contou sobre nosso pai, e ele só conseguiu colocar pra fora a tristeza dias depois.
Desde aquele último encontro, nossa família não se reuniu novamente; cada um está em sua casa, e inclusive fizemos o teste para Covid. Para nossa surpresa, todos tiveram resultado positivo, alguns assintomáticos; apenas eu e minha filha tivemos resultados negativos.
Minha mãe é uma pessoa extremamente forte: todos os dias ela sempre rezou o terço, e desde o início deste momento difícil até hoje, todos da minha família rezam também, numa corrente de fé. Ela diz que meu irmão é o "nosso milagre ", e isso nos conforta de uma certa forma. Vivemos, porém, hoje com a enorme saudade do nosso pai.




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Série A: o Carnaval da resistência, criatividade e superação


Cubango, Sossego e Porto da Pedra representam Niterói e São Gonçalo na disputa por uma vaga no Especial

Sossego conta com a garra de seus
componentes
(foto Luana Dias)
Apesar da excelente safra de enredos e de sambas, o Carnaval 2019 está sendo marcado pela redução da verba oficial da Prefeitura do Rio, exigindo que as escolas se reinventem ainda mais para conseguir apresentar um espetáculo à altura do que é aguardado pelo público. A Série A sentiu ainda mais o peso deste corte; algumas agremiações do grupo sequer conseguiram garantir um barracão para desenvolver seus trabalhos, como foi o caso da Alegria da Zona Sul ou da Acadêmicos de Santa Cruz. As três agremiações de Niterói - Viradouro, que acaba de subir ao Especial, Cubango e Sossego -  no entanto, puderam respirar um pouco mais aliviados na reta final dos preparativos, com o apoio da Prefeitura de Niterói no valor total de R$ 4  milhões em subvenção. O aporte deu novo fôlego e permitiu que o trabalho ganhasse novo ritmo nos dois últimos meses que antecedem a folia.    
A primeira representante do outro lado da Baía de Guanabara a se apresentar na Sapucaí é a Acadêmicos do Sossego. A agremiação virá com o enredo "Não se meta com a minha fé. Acredito em quem eu quiser". Para driblar as dificuldades financeiras impostas pelos cortes de verba oficial deste ano, o carnavalesco Leandro Valente precisou investir ainda mais na criatividade para não perder a beleza do espetáculo.
Uma das soluções simples encontradas para as alegorias está no abre-alas, onde uma escultura ganhou o acabamento de nada menos que 88 mil copinhos descartáveis de café. O carro representa um navio para trazer a ideia de que "estamos todos no mesmo barco no caminho da fé".
Cubango  busca as suas raízes com enredo sobre
amuletos e religiosidade (foto Hyrinea Borneo)
Outro destaque da Sossego é o samba-enredo; pelo quarto ano consecutivo, a agremiação optou por encomendar uma obra a um grupo de compositores, liderado por Felipe Filósofo.  O samba une três inovações usadas nos três anos anteriores : a letra é sem rima, sem verbo e em forma de diálogo. A riqueza melódica da composição completa a receita de sucesso.
A Unidos do Porto da Pedra, representante de São Gonçalo na Série A, aposta no carisma de um dos grandes nomes do teatro, cinema e da TV brasileira para arrebatar o público e os jurados. O "Tigre" será a quarta escola a desfilar no sábado, e levará para a Marquês de Sapucaí o enredo: “Antonio Pitanga, um negro em movimento”, desenvolvido pelo carnavalesco Jaime Cezario.
O artista homenageado completa 80 anos em 2019, sendo 60 dedicados à Arte. Ele vem participando desde o início dos ensaios e eventos da agremiação, sempre rodeado de amigos, família e fãs. A força do canto da comunidade tem sido destaque nos ensaios de quadra e técnicos.
"Com todos os cortes de verbas que sofremos, estamos literalmente tendo que mostrar com quantos paetês se faz um Carnaval. Nossa aposta é num enredo popular, de um artista que veio do povo, humilde, e com a mensagem de que o impossível não existe", afirma Jaime Cezário.
Segundo o carnavalesco, o enredo tem o desafio de realizar uma homenagem a um artista em vida, com a carreira e a trajetória de Antônio Pitanga.  Para isso, Cezário escolheu desenvolver o tema em quatro "movimentos": a primeira parte o nascimento e o início em Salvador; o segundo se refere à importância deste ícone para o cinema nacional, sendo o primeiro ator negro. O terceiro momento é o trabalho do ator no teatro e na TV, com o desafio de compilar a extensa carreira de Pitanga nos palcos e na telinha. A quarta e última parte é o Rio de Janeiro, onde o ator escolheu para viver e criar os seus filhos, e onde conquistou a consagração.
Os atores Camila Pitanga e Rocco - filhos de Antonio Pitanga - já estão confirmados como destaques em carro alegórico que fala sobre a Cultura. A agremiação, no entanto, não revela onde o homenageado virá. O mistério paira também sobre como virá o Tigre, símbolo maior da escola que figura no abre-alas.    
Encerrando os desfiles da Série A, a Acadêmicos do Cubango será a sexta escola a entrar na avenida no Sábado de Carnaval. A verde-e-branca de Niterói irá apresentar o enredo "Igbá Cubango - a alma das coisas e a arte dos milagres", de autoria da talentosa dupla de carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad. O enredo traz uma conexão profunda com as raízes da agremiação: já no carro abre-alas, uma escultura fará referência à "Afoxé" um dos carnavais vencedores e memoráveis da escola. A riqueza de detalhes, e a profundidade e diversidade da pesquisa realizada vem ocasionando elogios por parte da imprensa especializada.
A bateria de Mestre Demétrius, composta por 240 ritmistas, e o belo samba de autoria de Sardinha e parceria também tem conquistado o público e a crítica, e fechando a fórmula do "chão" de canto, dança e harmonia da comunidade . Sendo a última escola a desfilar, a agremiação terá ao mesmo tempo a responsabilidade e a chance de brilhar, surpreender e - quem sabe - sonhar com o tão desejado título da Série A. 
Confira a ordem dos desfiles
Na sexta-feira, dia 1 de março se apresentam Unidos da Ponte, Alegria da Zona Sul, Acadêmicos da Rocinha, Acadêmicos de Santa Cruz, Unidos de Padre Miguel, Inocentes de Belford Roxo e Acadêmicos do Sossego.
Já no sábado, dia 2 de março, é a vez de Unidos de Bangu, Renascer de Jacarepaguá, Estácio de Sá, Unidos do Porto da Pedra, Império da Tijuca e Acadêmicos do Cubango.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Réveillon 2019: Niterói e Rio preparam grandes festas


Praias de Icaraí e Copacabana têm shows gratuitos de Lulu Santos, Banda Melim, Gilberto Gil e Thiaguinho

Lulu Santos: atração principal na festa da Praia de Icaraí
Com expectativa de receber cerca de 500 mil pessoas entre moradores, turistas e visitantes, a festa da virada de ano na Praia de Icaraí tem como destaque a programação musical. Após uma sequência de shows das bandas niteroienses Bloody Mary, DKV e Melim, subirá ao palco poucos minutos antes da virada o grande nome do pop rock brasileiro: Lulu Santos.   Apresentando a turnê "Canta Lulu", o artista irá entoar grandes sucessos da carreira e hits que marcaram – e marcam até hoje – gerações.

“O palco é o lugar onde a gente vive o que imagina, onde de alguma forma a gente faz a mágica de transformar o real em fabuloso. Francamente, estar em cena é melhor que a melhor festa que eu já tenha ido, e nós somos a alegria da festa”, afirma Lulu, que festeja em 2018 nada menos que 45 anos de uma carreira consistente e sempre relevante no cenário musical.

Lulu Santos dispensa comentários: ao longo dessas quase cinco décadas, o cantor já lançou mais de 20 álbuns, vendeu 7 milhões de discos e obteve 16 singles em primeiro lugar e, ainda, 29 músicas no Top 10 das paradas musicais brasileiras. Muitos dos hits que lançou fizeram parte da trilha sonora de novelas, filmes e comerciais de TV. Desde 2012, ele é um dos jurados do reality show “The Voice Brasil”, da TV Globo, sendo comemorado e reconhecido como o principal técnico, recebendo sempre um enorme feedback dos fãs e da imprensa e trazendo a geração mais jovem para fazer parte do seu público.

No palco da turnê “Canta Lulu”, o cantor desfila hits que estão na boca do povo desde sempre. São clássicos como “Toda Forma de Amor”, “Temos Modernos”, “Apenas Mais Uma de Amor” e “Como uma Onda”, além de canções de seu mais recente projeto, “Baby Baby!”, com releituras de músicas da grande Rita Lee, a exemplo de “Nem Luxo, Nem Lixo” e “Desculpe o Auê”.

Outro destaque da programação é a Banda Melim, com suas músicas tocadas nas rádios mais populares do país. O trio musical é formado pelos irmãos Diogo Melim, Rodrigo Melim e Gabriela Melim, nascidos em Niterói. Entre outros sucessos, eles gravaram um clipe com a cantora Ivete Sangalo. Seu gênero pop destaca-se em músicas como Meu Abrigo, Ouvi Dizer, Dois Corações, Um Sinal e Eu Pra Você, cuja gravação teve participação da cantora Sandy.

Show de luzes
Este ano, o show pirotécnico terá 16 minutos de duração, com 6 balsas, uma a mais do que ano passado, com efeitos de cores e muitas imagens , destacando-se borboletas, candelas romanas, corações e chuviscos. A Neltur trabalha com a possibilidade da rede hoteleira na Zona Sul chegar a 100% de atendimento assim como as pousadas na Região Oceânica.
O público presente poderá assistir os shows através dos 5 telões espalhados pela praia de Icaraí, assim com o interagir com selfies, que serão editados nos telões por meio de # a ser definida, conferindo  ampla interatividade.

Réveillon em Copacabana
No Rio de Janeiro, a tradicional queima de fogos na Praia de Copacabana terá duração de 14 minutos este ano, três minutos a menos do que os anos anteriores. Segundo a Riotur, o objetivo é de que o espetáculo gere menos fumaça.
O show de uma das viradas do ano mais famosas do mundo ficará por conta de Gilberto Gil, Thiaguinho, Skank, e a Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, campeã do carnaval 2018. Há também uma homenagem à Banda de Ipanema prevista para a programação.


sábado, 20 de janeiro de 2018

Niterói inicia novas obras de contenção de encostas

Ponta D'Areia, Morros do Arroz e do Estado são os próximos locais beneficiados
   
Comitiva visita obras do Beltrão (fotos divulgação)
A Prefeitura de Niterói anunciou neste mês o início da obra no Morro do Estado e a publicação em breve do edital para contratação de uma obra de contenção no Morro do Arroz. O bairro Ponta DAreia também será beneficiado. As intervenções, que serão realizadas nas ruas Rua São Paulo, 121 e 122, incluem a ancoragem e desmonte de blocos rochosos, limpeza do talude e colocação de barreiras de proteção. O objetivo é evitar possíveis deslizamentos de terra no local. Segundo a Prefeitura de Niterói, este é o maior investimento da sua história em obras de contenção de encostas. Para as obras já executadas, as que estão em execução e, em processo licitatório, o investimento é de R$ 150 milhões.
No Morro do Bonfim, no Fonseca, as obras de contenção estão em fase final. Nesta região, foram colocadas cortinas atirantadas, solo grampeado, estruturas estabilizadoras e guarda-corpo. O trabalho, que inclui a instalação de uma escada de acesso comunitário, está sendo realizado em oito localidades. Na Travessa Beltrão, em Santa Rosa, o trabalho também está sendo concluído. Nesta área, diversas técnicas foram utilizadas para a contenção da encosta, como solo grampeado, cortina atirantada, além de escadas de acesso à comunidade.
 O secretário executivo Axel Grael destaca a importância dessas obras para Niterói e afirma que está sendo realizado um mapeamento de áreas de risco em toda a cidade. “Niterói vem realizando diversas obras de contenção de encostas nos últimos anos. Já foram investidos mais de R$ 150 milhões e estamos tentando captar mais R$ 100 milhões para novas intervenções”, diz, ressaltando que outra importante iniciativa é o trabalho realizado pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado de Preservação de Áreas Verdes (Gecopav), que vem intensificando as ações de combate às construção irregulares. 
Morro do Bonfim
 Na Rua Bombeiro Américo, no Caramujo, a previsão é de que o trabalho seja concluído até março de 2018. Foram abertas duas frentes de trabalho. Em um dos pontos, foram implantadas duas cortinas atirantadas e guarda-corpo. No outro, a Prefeitura utilizou a técnica de 'solo grampeado' numa extensão de 60 metros. Está sendo criado também um platô e será concluída a reforma das escadas de acesso. A pavimentação da via já foi concluída. O investimento nas obras do Bomfim e do Bombeiro Américo é de cerca de R$ 15,5 milhões. Já as obras da Rua Selma, Travessa Jurandir e Rua Jerônimo Afonso, no Caramujo, seguem em ritmo acelerado e a previsão é de que sejam entregues em março de 2018, com um investimento de R$  5.618.393,91.
Ao todo, já foram realizadas mais de 50 obras de contenção com recursos captados junto ao Governo Federal, ao BID (por meio do Projeto de Desenvolvimento Urbano e Inclusão social de Niterói – Produis) e recursos próprios. Entre elas, pontos na Grota do Surucucu, em São Francisco; Morro do Holofote, no Fonseca; Morro do Palácio, no Ingá; Rua Engenheiro Guilherme Greenhalgh, em Icaraí; Rua Fagundes Varela, entre Ingá e Icaraí; além da obra na Rua Martins Torres, em Santa Rosa, concluída no início de março de 2017, onde uma pedra de 25 toneladas rolou em 2015 provocando a interdição de um prédio residencial e forçando moradores a deixarem suas casas.
Chuvas: tecnologia na prevenção de desastres
O secretário da Defesa Civil Municipal, Walace Medeiros, enfatiza que, durante todo o ano, é promovida uma política preventiva para minimizar impactos das chuvas na cidade. “Trabalhamos sempre em interação com a comunidade, e investimos em aprimoramento da tecnologia de informação. Contamos também com novos sistemas de leitura dos índices de chuva, podemos trabalhar em tempo real com essas informações”, diz.  
 Atualmente, Niterói possui 30 sirenes de alerta para desastres naturais, em 25 pontos da cidade. Em setembro de 2016, a Prefeitura de Niterói assumiu a manutenção do sistema após o governo estadual informar que não poderia mais arcar com os custos do serviço. Em cada comunidade onde há sirene, as rotas de fuga foram sinalizadas para facilitar o acesso dos moradores a locais seguros.
 Em caso de acionamento das sirenes, a Defesa Civil de Niterói conta com pontos de apoio. Nesses pontos de apoio, cada comunidade tem seu local específico - que pode ser uma escola, uma quadra, etc. São acionados também o SAMU e a Assistência Social para integrar a equipe que vai receber os moradores.
 A cidade conta, ainda, com 52 Núcleos de Defesa Civil nas Comunidades (Nudecs), formados por voluntários que vivem nos locais onde atuam, agindo em casos de fortes chuvas. Os grupos são formados por cerca de 20 pessoas, cada. As equipes multiplicam os conceitos de prevenção nos locais onde residem, além de apoiarem as ações emergenciais da Defesa Civil em caso de chuvas intensas.
A Defesa Civil de Niterói atua também no monitoramento das condições do tempo através de sua Seção de Meteorologia, com o uso de equipamentos como estações meteorológicas e pluviômetros. Agentes do órgão realizam vistorias em encostas e residências em caráter preventivo, quando alertados pelos cidadãos, voluntários ou qualquer outro órgão da administração pública ou externo. Em caso de emergência, os niteroienses podem ligar para a Defesa Civil pelos telefones 199, 2717-2631 e 2620-0199.
 Um dos novos importantes aliados da Defesa Civil é o aplicativo Alerta DCNIT, que conta com alertas sobre previsão de chuvas fortes, ressaca, ventos e condições do tempo para risco de fogo em vegetação. Para baixar, basta acessar sua loja de aplicativos e selecionar o programa. Recentemente, o aplicativo Colab.re passou a complementar o já existente sistema de SMS, que tem mais de 600 cadastrados recebendo mensagens de texto sobre tomada de atitudes preventivas e emergenciais em casos de iminência de desastres. Quando é emitido alerta por SMS pela Defesa Civil, notificações também são recebidas por aqueles que tem o aplicativo.

Para receber as mensagens de SMS, os moradores devem se cadastrar, acessando o site da Defesa Civil de Niterói (www.defesacivil.niteroi.rj.gov.br). Para baixar o Colab.re, basta acessar sua loja de aplicativos, inserir sua cidade e vincular sua conta do Facebook.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Rio, Samba e Carnaval: últimos ingressos disponíveis para a Sapucaí

Uma viagem de primeira classe pelo desfile das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval carioca. Assim é o Camarote Rio Samba e Carnaval. Considerado o melhor da Sapucaí desde 1976, antes mesmo da inauguração do Sambódromo, quando recebia anunciantes da revista do mesmo nome. 
Este ano, o tema é Bambas do Samba, desenvolvido por um dos mais criativos carnavalescos do Rio de Janeiro, Renato Lage, com curadoria de Haroldo Costa.
       
São 1.400 metros que abrigarão, por noite, cerca de 1.200 pessoas: no domingo e segunda de carnaval (26 e 27 de fevereiro)  e no Sábado das  Campeãs (4 de março). O hospitality center, com dois pavimentos e uma grande área de frisa, o que permite que seus ocupantes vejam bem de perto o maior espetáculo da Terra, prima pelo bom atendimento, reunindo empresários, artistas, rainhas de bateria e, como não poderia deixar de ser, sambistas de primeira linha. Durante os três dias de folia, o camarote oferece bebidas de qualidade e catering de padrão internacional com menu especialmente criado para a ocasião. Os últimos ingressos estão disponíveis para frisa, camarote e camarote VIP. As vendas são realizadas por telefone: 21 2262 5329. Acima de quatro ingressos, o folião ganha 15% de desconto. Cada convidado recebe um kit com a camiseta e o "passaporte" para a folia:
"Fazemos questão do bom atendimento e, por isso, cuidamos sempre para que o camarote não fique superlotado. O Rio Samba e Carnaval cuida para que cada folião se sinta à vontade em um ambiente de festa com pequenos shows nos intervalos de apresentação das escolas. Preparamos várias surpresas para este ano", conta o empresário Maurício Mattos, fundador do Grupo RSC, especializado no desenvolvimento de revistas e ações promocionais, de mídia e de hospitalidade, referência na divulgação e promoção de grandes eventos, bem como na arte de receber, com conforto e segurança, lideranças empresariais e seus executivos, clientes e fornecedores.

sábado, 16 de abril de 2016

Devoção e Fé

Festa de São Jorge vai movimentar Niterói e Rio
No dia 23 de abril, uma verdadeira legião de fiéis de São Jorge se reúnem em todo o Brasil e no Mundo para celebrar a data consagrada ao Santo Guerreiro. O CASA DA GENTE traz um resumo da programação prevista nas Igrejas de Niterói e Rio para celebrar a memória litúrgica deste Santo Católico.
Em Niterói, o Padre Wallace Dahan dos Santos, Pároco da Igreja de São Jorge irá conduzir a Festa de São Jorge.  Nos três dias que antecedem o dia dedicado ao Santo, haverá o Tríduo preparatório, sempre às 19h. No dia 20, o tema será "A fé na vida de São Jorge". Já no dia 21, o tema será "A Esperança na vida de São Jorge". Na véspera do dia do Santo Guerreiro e último dia do Tríduo, o tema será "A caridade na vida de São Jorge". No dia 23, a festa do Glorioso São Jorge começa bem cedo, com a Alvorada às 6h da manhã, com fogos de artifício. Em seguida, serão celebradas Missas Campais em frente à Igreja, às 6h30, 8h, 10h30, 12h, 14h e 16h. Às 18h, sairá a tradicional procissão, percorrendo as principais ruas do Centro da Cidade. A Igreja de São Jorge fica na rua Alcides Figueiredo, 16, no Centro de Niterói.
Rio de Janeiro
Na Igreja de São Jorge no bairro de Quintino, no Rio de Janeiro, a programação terá início com o tríduo nos dias 19, 20 e 21 de abril, com missa às 19h. No dia 21, haverá também a apresentação do Livro "São Jorge – o poder do Santo Guerreiro". Já no dia 22, véspera do dia do Padroeiro serão celebradas Missas às 17h e 19h. No dia 23, durante toda a madrugada haverá uma programação intensa: às 2h da manhã, o grupo  "Sambandorando" se apresentará para os fiéis; às 3h30, show com o cantor católico Eliel Júnior; às 04h20, logo após a Adoração ao Santo Guerreiro, haverá apresentação do grupo de teatro de São Jorge. às 5h da manhã, o tradicional Toque de Alvorada, com queima de Fogos e missa conduzida pelo Padre Dirceu Rigo. A partir das 7h até 14h, serão celebradas Missas de hora em hora, com ápice às 16h, quando sairá a Procissão conduzida pelo padre Dirceu Rigo.
Outro ponto tradicional de homenagens ao Santo Guerreiro é a Igreja de São Gonçalo Garcia e São Jorge, no Campo de Santana, no Centro do Rio. Neste ano, além do tríduo preparatório, no dia 23 haverá a Alvorada às 5h da manhã, seguida por Missas Campais celebradas de hora em hora a partir das 8h da manhã, com destaque para a Missa em Ação de Graças, celebrada pelo Cardeal Dom Orani João Tempesta. Às 18h, dentro da Igreja, será celebrada a Missa dos Militares. A paróquia irá realizar a procissão do Santo Guerreiro no domingo, dia 1 de maio, logo após a Missa Compromissal. A Igreja fica na rua da Alfândega, 382.

Quem foi São Jorge?
Todos os anos, no dia 23 de abril, as celebrações a São Jorge mobilizam um grande número de fiéis, que prestam homenagens, agradecem e fazem intercessões ao Santo Guerreiro. Na Arquidiocese do Rio, neste Ano da Esperança, a história de Jorge deve ser mais um exemplo a ser seguido na missão de testemunhar a fé e a confiança em Cristo. Mártir, soldado cristão, nasceu no final do século III. Devido à coragem com a qual proclamou sua fé em Cristo, na fidelidade até a morte, sua vida e seu martírio foram narrados com descrições lendárias para valorizar sua valentia e seu heroísmo e para edificar os fiéis. Daí, entre outras, a lenda do cavaleiro que mata o dragão que importunava uma cidade. No entanto, mesmo esta narrativa lendária, pode muito bem ser relida, no contexto atual, como metáfora simbólica da vitória do cristão contra os inimigos, especialmente o demônio, adversário de Deus e da Igreja, pois a vitória que vence o mundo é a nossa fé.
O certo é que São Jorge foi condenado, como tantos cristãos daquela época, por ter-se renegado a reconhecer e adorar os deuses do império romano. Após superar vários tormentos e cruéis torturas, foi decapitado como soldado e atleta de Cristo de Jesus, tornando-se, desde então, herói da fé. 
A morte se deu em Dióspolis, em Lida, na Palestina, no início do século IV. O papa Bento XIV reconheceu São Jorge como padroeiro da Inglaterra. Ele é modelo de coragem e de valentia em meio às perseguições dos inimigos de Cristo e de sua Igreja.
(fonte: site da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro)




sexta-feira, 17 de abril de 2015

Festas de São Jorge recebem multidões

A Festa do Santo Guerreiro atrai milhares de devotos
(foto Peter Ilicciev)
São Jorge, o Santo Guerreiro com devotos em todo o Brasil, deverá levar mais uma vez grandes multidões para igrejas, assistindo missas, tríduos em oração, e procissões, além de vigílias diárias durante todo o mês de abril.
Niterói já programou os eventos para a Capela de São Jorge, situada na rua Alcides Figueiredo, 43, Centro da cidade, próximo à Universo. O tradicional Tríduo preparatório para a festa acontece nos dias 20, 21 e 22 de abril, sempre às 19h, respectivamente com os temas “A virtude da fé em São Jorge”; “A virtude da esperança em São Jorge” e “A virtude da caridade em São Jorge”.
Já no dia 23 – data consagrada ao Santo – a festa inicia com a Alvorada, às 6h da manhã, seguida de Missas campais às 6h30, 8h, 10h30, 12h, 14h e 16h. Às 18h, a imagem do Santo será levada pelos fiéis em procissão nas principais ruas do Centro da cidade.

Rio de Janeiro
Louvor na Igreja de São Jorge, na Praça da República
(foto divulgação)
No Rio de Janeiro, na Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, o Tríduo também será celebrado nos dias 20, 21 e 22, às 19h. Já na madrugada do dia 23, às 3h30 da manhã, será apresentada a peça “São Jorge, o General Mártir”, do grupo teatral “Filhos de Jorge. Em seguida, haverá a alvorada e missas às 5h, 7h, 8h, 9h, 10h, 11h, 12h, 13h, 14h, 15h, 16:30h e 18h. A procissão sairá às 16h.

Já na Igreja de São Jorge, na Praça da República, no Centro do Rio, o Triduo será celebrado nos dias 20, 21 e 22 ao meio-dia, e no dia 23, haverá missa durante todo o dia, a partir das 5h, logo após a Alvorada. Às 18h, será realizado um Auto de São Jorge.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Festa de São Jorge começa no dia 20

Capela em Niterói deve receber mais uma vez milhares de fiéis

Imagem de São Jorge em Niterói
(foto: Luana Dias)
Mantendo a tradição, a Festa de São Jorge, na Igreja do Santo Guerreiro, em Niterói, começará no domingo de Páscoa, dia 20, com a realização do tríduo às 8h, seguindo-se de missa, às 8h30. Na segunda-feira, dia 21, às 19h, será o segundo dia de triduo, e no dia 22, no mesmo horário, o último dia daquele ato litúrgico, informou o Padre Wallace Santos, Pároco de Niterói.
No dia 23, data consagrada ao Santo, a programação se inicia às 6h da manhã, com a alvorada, execução dos hinos nacional brasileiro e do soldado, executados pela banda do 12º Batalhão da PM, além de super queima de fogos, coordenada por Marcos Cesar Lopes e Jorge Bazhuni, devotos do Santo.
Daí pra frente, durante todo o dia, a partir das 6h30 da manhã, haverá a celebração de várias missas campais, na rua onde está situada a capela, segundo informou Monica Ferreira, coordenadora de liturgia da Igreja de São Jorge. As missas serão realizadas às 6h30, 8h, 10h30, 12h, 14h e16h.
A Missa Solene, às 10h30, terá na celebração Dom José Francisco, Arcebispo de Niterói. Na parte da tarde, a partir das 12h, novas missas nos seguintes horários: 14h, 16h e 18h. A procissão tem saída marcada para às 18h, acompanhada por milhares de devotos. A exemplo dos anos anos anteriores, o jornalista Mario Dias irá fazer a oração do Santo, seguido tradicionalmente pelos outros devotos.
O restaurador Jorge Antunes trabalha na imagem que seguirá
em procissão (foto: Luana Dias)
Maria Cícera de Araujo da Silva, coordenadora da Pastoral do Alimento da Capela, ressalta que como tem acontecido nos últimos anos, do lado de fora haverá bazar e barracas com lembranças, salgadinhos, doces e vários produtos para serem adquiridos pelos devotos. Ainda nos preparativos, o experiente restaurador Jorge Antunes dá os últimos retoques na imagem que sairá em procissão com os fiéis no dia 23. A Capela de São Jorge fica localizada na rua Alcides Figueiredo,16, no Centro de Niterói.
     

Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a festa será na Igreja São Gonçalo Garcia e São Jorge, no Centro, que – de acordo com a Arquidiocese de São Sebastião – organizou uma programação especial para os festejos deste ano que tem como tema: “São Jorge, O Jovem Construtor da Paz”.
A programação começa no dia 17 de abril, com missas na parte da manhã, e às 12h, celebrando o primeiro Dia do Tríduo – “Fortalecidos na Fé”, com a Benção da Espada , com os símbolos da vela e lança.
No dia 18, às 12h, será celebrado o segundo dia do Tríduo – “Corajosos diante das ações do maligno”, e benção com a Bandeira (símbolo Água). Dia 19, missa às 9h de Santo Expedito e às 12h, terceiro  Dia do Tríduo, com o tema “Aguardando a Vitória que vem de Cristo”, e a benção com o Manto (símbolo da Camisa). No sábado, dia 20, serão realizadas missas diversas. Dia 21, missa às 9h e às 11h30, e às10h, Missa Compromissal Comunitária.
No dia 22, às 9h  será celebrada a Missa Comunitária a São Jorge; às 12h, Missa Comunitária aos Devotos Falecidos e às 18h, Missa Vespertina de São Jorge.
Na terça-feira, dia 23, Dia de São Jorge, a festa começa às 5h da manhã, com Missa da Alvorada. Às 18h, será celebrada a Missa dos Militares e às 20h, a Missa Final, pelos irmãos, funcionários e benfeitores. Também haverá Missas campais às 8h, pelos falecidos; às 9h, pelos desempregados; às 10h,  pela família; às 11h, pelos enfermeiros. Às 12h,  Missa em Ação de Graças  celebrada por Dom Orani João Tempesta, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro. Às 14h, missa pelos aflitos e endividados; às 15h, Missa de cura e libertação, e às 16h, Missa da paz.


A Missa seguida de procissão acontecerá no domingo, dia 28, às 9h, com abertura da igreja às 8h. A Igreja São Gonçalo Garcia e São Jorge fica localizada na Rua da Alfândega, 382. Mais informações pelo telefone 2221-9661.