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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Exposição fotográfica lembra um ano das manifestações

Evento Cidadãos do Mundo terá lançamento de pesquisa sobre os efeitos dos protestos

       
Panorâmica das manifestações na Avenida Presidente Vargas
(foto: divulgação/ Rafael Wallace) 
Um ano após as manifestações que tomaram todo Rio de Janeiro, São Paulo e mais 141 cidades brasileiras, a Casa Rui Barbosa inaugura uma exposição fotográfica com uma coletânea de registros de fotojornalismo, feitos por quatro fotógrafos e um jornalista: Carlos Santiago, Érica Ramalho, Luiz Roberto Lima, Mauro Pimentel e Rafael Wallace. A exposição será aberta às 17h do dia 2/6, véspera do primeiro aniversário das manifestações que tomaram as ruas do país, tendo como reinvidicações melhores serviços públicos, contra o aumento das passagens de ônibus e pela ética na política.
O visitante poderá ver de perto as impressionantes imagens de manifestantes, faixas, confrontos, entre elas, a foto de Mauro Pimentel, ganhadora do Prêmio Tim Lopes, que mostra o ataque à Assembleia Legislativa. Há também os registros de Luiz Roberto Lima que foram capa de revista e a panorâmica da grande passeata pela Av. Presidente Vargas tirada por Rafael Wallace, que também é o curador da mostra.
“A mostra reúne fragmentos de momentos históricos, uma quantidade enorme de sentimentos e atitudes que mostram como essa cidade é plural em propósitos e reivindicações. E com esses olhares, que propõem recortes da complexa realidade, apresentamos Cidadãos de Junho”, ressalta Rafael.
Ele divide a curadoria da mostra com o pesquisador Júlio Aurélio, idealizador da exposição e autor da pesquisa Cidadãos de Junho sobre os efeitos dos protestos. O cientista político e constitucionalista diz que o processo ainda não acabou e vai se manifestar nas urnas, em outubro, quando serão eleitos governadores e o presidente da República. “Foi um movimento representativo da tendência geral da sociedade brasileira, que coloca os serviços públicos essenciais na agenda política do Brasil. O cidadão é o contribuinte e quer o Estado como retribuinte. O que vimos é uma força enorme que pode mudar o Brasil”, resume ele.
A exposição fica de 2 a 6 de junho, das 9h às 17h, na Casa de Rui Barbosa, na Rua São Clemente, 134 Botafogo, com entrada franca.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

Líder sindical de 74 anos enfrenta os mascarados que usavam bombas


Acometido de problemas renais, fazendo hemodiálise há mais de 4 anos, com mais de 74 anos de idade e mais de 50 como sindicalista, Francisco  Dal Prá, presidente da Força Sindical para o Sudeste, foi quem mais apareceu na televisão durante a paralisação do dia 11, com recomendaçõs para que tudo transcorresse na normalidade.
Dal Prá, que também é presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado do Rio, é dos mais respeitados líderes sindicais do Brasil, notadamente no Estado do Rio, um dos que fizeram a mobilização do dia 11, foi enfático quando na Candelária, pouco antes de iniciar a caminhada, convocou a outros sindicalistas para não permitir qualquer distúrbio, pois o movimento era reinvidicatório e principalmente pacífico.
Ao saber que as pessoas mascaradas tinham se infiltrado entre os trabalhadores, recomendou que saíssem, no que foi apoiado por todas as lideranças. Esta atitude ensejou a descoberta de bombas de fabricação caseira e coqueteis molotov.
Entrevistado pelos repórteres, declarou-se um ativista encantado nas lutas dos trabalhadores, tornando-se o mais ouvido pelas televisões, inclusive nas edições do RJTV, Jornal Nacional e Jornal da Globo. Francisco Dal Prá mora em Niterói, e está sempre em Brasília cobrando com firmeza, mas pacificamente, benefícios para a categoria.