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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Do pop ao clássico: Kely Pinheiro e convidados encantam público no Teatro Municipal de Niterói

Por Verônica M. de Oliveira
Trajando um vestido branco longo e com os pés descalços, a jovem violoncelista Kely Pinheiro subiu ao palco do Teatro Municipal de Niterói para um concerto beneficente, realizado na quinta-feira passada. O show do Municipal, que contou com o apoio da Secretaria de Cultura de Niterói, teve o objetivo de viabilizar a ida da musicista a Berklee, uma das mais almejadas escola de música do mundo. Embora tenha conquistado uma bolsa integral para estudar na escola americana, Kely não possuía recurso financeiro que a possibilitasse viver no país.
O movimento “Kely vai pra Berklee” deu certo e fez com que as duas sessões no teatro ficassem com ingressos esgotados, demonstrando claramente que os niteroienses abraçaram a causa da jovem. Nomes de peso da música, como o maestro João Carlos Martins e o pianista Marcelo Bratken, também se sensibilizaram com a história de Kely a qual consideram dona de um raro talento. Em sua apresentação no projeto Berklee, ela, juntamente com os seus amigos músicos, fizeram um novo arranjo para o “Canto das Três Raças”, composição de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte. A música narra história de sofrimento das três raças que ajudaram a escrever a história do Brasil.
Ao longo da apresentação intimista, a plateia pôde conhecer mais sobre a trajetória da violoncelista, que rompeu a trama da desigualdade social, buscando desde os cinco anos de idade uma formação musical ao entrar para a Orquestra de Cordas da Grota. Vários músicos fazem parte dessa história e Kely convidou alguns deles para “dividir” o palco com ela. Colegas da Orquestra da Grota e da Camerata Laranjeiras se apresentaram no espaço, além do professor David Chew, com quem executou as Bachianas de Heitor Villa-Lobos. O repertório variou entre o clássico e o pop, com Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antonio Maria); Asa Branca (Gonzaguinha); Man in the Mirror (Michel Jackson); Wave (Tom Jobin e Toquinho); Canon (Pachelbel); Canto das Três Raças; Symphony, Mourão e Berimbau (Clean Bandit), e até Lady Gaga, com o medley Paparazi, Just Dance e Pokerface.
Ao final da apresentação, o secretário de Cultura de Niterói, Marcos Gomes, concedeu uma entrevista ao Jornal Casa da Gente e falou o que significa esse movimento em prol da causa da musicista. “Toda essa adesão ao projeto representa a vontade enorme que as pessoas têm para que as coisas deem certo em nosso país. A Kely simboliza isso, um Brasil que dá certo”, afirmou. A jovem violoncelista recebeu o público no pátio interno do Teatro Municipal, onde só ouviu palavras carinhosas e de apoio a sua viagem para Berklee. Ela ficará durante três anos nos Estados Unidos, onde se formará em bacharel em performance com especialização em instrumento de corda, no caso dela, violoncelo.  
O Jornal Casa da Gente é solidário à causa e torce pelo sucesso de Kely Pinheiro em sua tão sonhada formação. 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Natal da Pestalozzi: acolher e fazer o Bem

Por Vinícius Martins*

(foto divulgação Sergio Bastos)
O Natal pra mim começou no dia 14 de dezembro, com a festa que a Pestalozzi Niterói realiza anualmente para fechar um ciclo e abrir outro. É pura emoção. Momento de olhar para o lado e ver um montão de exemplos de gente que se supera a cada dia. Uns para aprender a ler e escrever. Para ser cidadão. Outros para andar, falar, se comunicar. Muitos outros que dedicam uma vida inteira a cuidar do filho. Gente humilde, gente trabalhadora. Gente que precisa muito da gente. É ali, no meio daquela algazarra de gente feliz por uns minutos que fecho meu balanço anual e tenho a certeza de que tenho muito mais que preciso e que preciso fazer muito mais do que faço. Vai aqui, um enorme agradecimento aos amigos que presenteiam essas crianças. Vocês fazem a diferença.
A Pestalozzi é uma fábrica de cidadania, frase dita uma vez pelo acadêmico Marcus Almir Madeira em visita por lá. Foi conhecer uma obra que seu pai, Almir Madeira deu os primeiros passos, ainda no meio do século passado. Somente no ano passado, passaram pela Pestalozzi mais de 15 mil pessoas, todas em busca de saúde, reabilitação, educação e cidadania. Todas estão melhor agora do que quando chegaram.
Há na Pestalozzi uma escola especializada para crianças com deficiência intelectual. Há espaços de tratamento para autistas, para pessoas com déficit de atenção, dificuldades de aprendizagem ou com paralisia cerebral.
Há reabilitação para aquele trabalhador que sofreu um AVC, ou para a dona de casa que de tanto peso que carregou vive hoje a cuidar da coluna que não dá uma trégua.
Há também o jovem que sofreu um acidente de carro ou moto e agora reaprende a andar sem uma das pernas.
Há ainda, crianças vítimas da zika que, como consequência, sofrem de microcefalia. São bebês desse mundo injusto que a Pestalozzi acolhe, cuida e trata.
Mas há também, uma gama de profissionais comprometida. Gente do bem. Gente que acolhe o outro. Olha para o outro e vive para servir o outro.
A Pestalozzi completa em 2018, 70 anos de fundação. É uma boa oportunidade para que todos a conheçam mais profundamente e passe a ser mais uma gente a cuidar de gente.

* Vinícius Martins é jornalista e Assessor de Comunicação da Pestalozzi há 20 anos.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Tatuagem para ajudar animais de rua em Niterói

Ação beneficente acontecerá no dia 25 de outubro

(foto divulgação)
O estúdio Pin-Up Tattoo, realizará no próximo dia 25 de outubro, a partir das 10 horas, ação beneficente em prol de animais de rua. Durante todo o dia, os tatuadores Gustavo Silvano, Laila Raeder e Mariana Hertmann estarão tatuando temas de animais com preço fixo de R$100. Toda renda será revertida em rações, medicamentos, produtos de limpeza, entre outros, que serão entregues a protetores e criadores voluntários de animais abandonados de Niterói.

"Será uma ação recompensadora, pois sabemos da luta dos voluntários da causa, as dificuldades que eles enfrentam em obter material e medicamento. Se tivermos uma boa receptividade, poderemos repetir essa ação anualmente, inclusive de uma forma mais abrangente. O mais importante é tratarmos bem esses bichinhos que tanto precisam de ajuda e que gostamos tanto", disse Gustavo Silvano, dono do estúdio.

O número de tatuagens feitas será limitado enquanto durar o estoque de material para esta ação. Mas o estúdio estará recebendo doações, independente do doador fazer tatuagem ou não. Toda arrecadação será feita no estúdio e o total será discriminado, incluindo o nome dos doadores e suas quantias, no perfil do estúdio em uma rede social. 

"Tudo que iremos fazer será feito de forma transparente. Tanto que não doaremos em dinheiro, para não gerar riscos de desvio. Todo material comprado, entre ração e medicamentos, será detalhadamente divulgado em nossa página no Facebook", decretou Gustavo.

A Pin-Up Tatoo fica na rua Lopes Trovão 134 loja 208, no Center V, em Icaraí e o telefone para mais informações é (21) 2611 7377.