Em nota para o CASA DA GENTE, a criadora e realizadora
do Baile Gay de Niterói fala da criação e lamenta a paralização do evento.
Segundo ela, o baile foi realizado durante 20 anos consecutivos até o ano de
2010, e vários foram os motivos para não dar continuidade a esse que foi o
pioneiro e tradicional baile e carnaval
para o segmento Lgbt em Niterói.
“Desde sua criação, embalado pela força do jornalista Carlos Silva, esse baile fez históriaem nossa cidade. Várias
pessoas que hoje estão militando em prol dos LGBT , na época eram bem novatos e alguns
nem acreditavam que em Niterói, um baile gay pudesse fazer sucesso” conta
Fabianna.
“Desde sua criação, embalado pela força do jornalista Carlos Silva, esse baile fez história
A cada ano era eleita uma Rainha Trans e a disputa
sempre foi acirrada e concorrida, pois as candidatas investiam pesado nas suas
produções. O baile era referência no carnaval do RJ, e disputava a preferência
do público com o também tradicional Baile gay do Scalla Rio.
“Um fato curioso na sua 1ª
edição foi a não-liberação de vários clubes e locais procurados para a sua
realização. Ninguém queria arriscar receber o público LGBT, havia muito
preconceito. O único clube que nos abriu as portas foi o Grupo de Regatas
Gragoatá, quando o Sr. Roque de Assis nos recebeu e a estreia foi lá. Houve muita
especulação em torno do sucesso do baile e muita gente apostando que não
haveria público. Mas o baile sobreviveu por 20 anos e com muito sucesso.
Até hoje as pessoas me perguntam sobre o baile » complementa Fabianna.
Até hoje as pessoas me perguntam sobre o baile » complementa Fabianna.
As edições
do baile fizeram história: celebridades do mundo gay marcaram presença no
evento, entre elas: Andressa Piovani, Milena Ravache, Kassandra Taylor, Michele
Prado, Graziela Azevedo, Bruna Vidal, Dominique Laurence, Laysa Versace e Bruna
Marx, todas coroadas no baile, e que, hoje, fazem parte do show biz gay no
Brasil e no exterior.
