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terça-feira, 22 de maio de 2018

Equipe jornalística é agredida por Guarda Municipal durante manifestação em Niterói

Na manhã desta terça-feira (22) o repórter fotográfico do JORNAL A TRIBUNA, Marcello Almo, foi agredido por um guarda municipal, de Niterói enquanto exercia a sua profissão. Ele fotografava uma manifestação de professores que percorreu várias ruas do Centro de Niterói. O repórter fotográfico teve seu equipamento quebrado durante a agressão.
A equipe de reportagem acompanhava a manifestação enquanto o grupo tentava invadir o portão principal da entrada do Teatro Popular, no Centro, o fotógrafo registrava imagens quando foi agredido. O guarda municipal lançou spray de pimenta diretamente em seu rosto, além de empurrá-lo, o que fez cair seu equipamento de trabalho no chão, o que ocasionou o dano material. Além disso, houve truculência também contra os manifestantes.
O presidente do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado do Rio de Janeiro (Sindjore), Marcelo Godinho, repudiou o ocorrido.
“Não há agressão que se justifique. Quando se agride um repórter está agredindo a democracia, o repórter fotográfico representa a sociedade. A violência, no momento em que vivemos, é temerosa. O medo está embutido na nossa sociedade e de onde teria que vir o alento vem a opressão. Lamentável”, pontuou.
O presidente Sindicato jornalistas profissionais do Estado do Rio de Janeiro, Mario Souza, também se posicionou sobre o caso.
“O sindicato abomina todo tipo de agressão que tenta atentar o livre exercício do jornalista no seu trabalho. Em um momento em que tenta garantir o processo democrático ainda aconteça isso em pleno exercício da profissão. O sindicato pede as autoridades públicas providências contra essa agressão”, declarou o presidente do sindicato.
O presidente da Associação de Diretores de Jornais do Interior do Estado do Rio de Janeiro (Adjori RJ), Paulo César Caldeira, também repudiou o ocorrido.
“Repudiamos essa atitude contra o profissional da comunicação, uma profissão importante para a sociedade. Isso é injustificável e é uma intolerância  pela incapacidade de compreender a atividade profissional de jornalismo. Além de atentar contra a integridade física do profissional essa agressão ataca o direito de uma sociedade ser livremente informada”.
O caso está sendo registrado na 76ºDP (Centro). Por meio de nota via a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Niterói, a Secretaria Municipal de Ordem Pública informou que determinou que a Corregedoria Geral da Guarda Municipal apure o fato. Enquanto a investigação não for concluída, o agente envolvido não exercerá funções externas. Cabe ressaltar que a Guarda Municipal não orienta nem compactua com qualquer tipo de agressão.
Com relação à manifestação, ainda via Assessoria de Imprensa, a Prefeitura de Niterói afirmou que se reuniu três vezes nos últimos 10 dias com o Sepe. Na segunda-feira, dia 21, diretores do Sindicato e secretários municipais assinaram um documento elaborado em conjunto que acordava um encontro do prefeito com representantes da categoria na próxima semana, mediante o fim da greve nesta terça-feira.

* Texto e fotos gentilmente cedidos pelo Jornal A Tribuna.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Pimentel : 102 anos de lucidez e história

O jornalista Luiz Antonio Pimentel, 102 anos de idade, nascido em 29 de março de 1912, em Miracema, quando o hoje município ainda era o quinto distrito Santo Antônio de Pádua, é com certeza o profissional de comunicação há mais tempo em atividade no Brasil e no mundo.
Vivendo em Niterói desde 1917, quando veio morar em Icaraí, bairro aonde permanece, perdeu as contas de quantas biografias escreveu, pois iniciou-se em 1933, na época para o jornal “A Nação”, uma espécie de “La Nación”, modelo argentino.
Há décadas no jornal “A Tribuna”, diário de Niterói, frisa que é um motivo à parte para “curtir a vida”. Torcedor do Flamengo desde 1950, tem também um carinho especial pelo América.
Além de escrever, tem mania de fotografar. “Foi assim que documentei a época áurea do Carnaval de Niterói, fazendo muitas fotos das mulatas da Cubango, minha escola de samba, principalmente “As feiticeiras”, ala que dava show no pé e corpos esculturais”, conta.
Com mais de 40 livros publicados, considerado um dos maiores historiadores da cidade, afirma: “Viver ¼ deste tempo é formar uma família imensa. Por isso, virei personalidade, hoje escrevem mais de mim do que escrevo dos outros”.
Há alguns anos, foi enredo do bloco dos jornalistas de Niterói, quando a agremiação tinha o nome de “Filhos da Pauta”, hoje “Pauta Quante”. “Se puder, desfilo no Carnaval 2014”, afirma com segurança e uma lucidez que é sua marca registrada.
Niterói tem ainda outros 52 moradores com mais de 100 anos de idade.